'Quando não quero me machucar, você me telefona no meio da noite...' - Gabito Nunes.


Segunda-feira, 13 de junho de 2011 às 17h e 57 min. O meu celular toca era um numero diferente não constava na minha agenda, então atendo já preparada pra dizer que o celular não é de nenhum João, Maria ou qualquer outro fulano (sempre me ligam por engano). Estava ouvindo música alta no PC quando ouço aquela voz.
Eu: Alô!
Ele: Diandra? É a Diandra?
Não entendi direito então desliguei o som. E Disse um sufocante ‘Oi’.
Daí ele me pergunta com aquela voz que me estremece o corpo: ‘tava dormindo Nega? Hora dessas? Não devia ta na aula?’
Como é que ele faz isso. Como consegue ser tão arrogante ao ponto de achar que sabe alguma coisa sobre mim.
Então respondo: Não, não tava dormindo.
Nem que eu tivesse, seria impossível continuar depois de ouvir aquela voz.
Ele: e ai quais são as novidades?
Eu: Sem novidades. Só que já estou de férias.
Mais que vontade de falar pra ele que estava em Búzios com meu novo namorado.
Ele: coisa boa né? Só namorando então?
Eu: Pois é né. Tem que distrai.
Que mentira enorme, namorando com quem? Com o computador? Com meus livros? Com o sofá ou com minha cama?
Ele: e a jaqueta alheia já vendeu?
Eu: to negociando ainda, mais não fechei negocio.
Ele: num faça isso, vou precisar dela esse final de semana. Vou subir a serra e não quero congelar.
Eu: ta guardada pode ir pegar lá em casa.
Ele: hoje?
Eu: não to em Sobral.
Ele: ta ‘no’ Cruz.
Detesto quando ele fala assim: no Cruz! Com aquele sotaque gaúcho que eu adoro.
Eu: Estou em Cruz sim, Sobral só amanha.
Ele: então amanha posso ir pegar?
Eu: pode sim.
Ele: então até amanha.
Eu: ta certa. Tchau
Ele: espera!
Meu coração que já estava a mil depois de ouvir esse pedido foi elevado a 10ª potencia.
Eu: oi?
Ele: a gente pode conversar amanha? Ou você vai jogar a jaqueta pela varanda em cima de mim?
Vontade de fazer isso, não só a jaqueta mais também aquele capacete bem na sua cabeça e deformar seu rosto que mesmo distante de mim a dias sempre surgia nos meus pensamentos.
Eu: claro, não nego a falar a ninguém.
Ele: ta certo.
Ele: então até amanha a noite, pra nossa conversa.
Eu: até amanha.
Ele: ah e pegar minha jaqueta.
Eu: então ta. Tchau
Ele: ta beijo nega!