Está quase na hora de dá adeus


A ampulheta foi virada, os grãos de areia caiem cada vez mais rápidos. O prazo está chegando ao fim. E eu me sinto perdida em volta de tantos medos, incertezas, mudanças. Está quase na hora de dá adeus a uma fase muito especial da minha vida e desejar boas vindas à outra fase importante. Estou morrendo de saudades antecipadas, saudade das salas de aula, dos corredores da faculdade, o caminho de ida e vinda, meu apartamento, meus momentos vividos nessa cidade, e tantas outras coisas que não terminaria se fosse citar. Mais o que vai me fazer mais falta são as pessoas, aquelas que viraram minha segunda família, até mesmo aquelas que nem tive tanta proximidade, mais sempre estavam ali. Junto com a saudade vem uma dorzinha, a dor da incerteza de um reencontro, do afastamento de pessoas que foram tão presentes em mim.
Estou me sentindo uma criança de colo que está preste a dá seus primeiros passos sozinha, que só de imaginar seus pais a soltando para caminhar se desespera e tenta voltar para o colo deles. Mas a gente sabe que depois do primeiro passo temos que dá o segundo ou então cairemos, depois do segundo passo estaremos de sorriso largo no rosto pela nova habilidade conquistada. Falta pouco para minha caminhada sozinha começar, não terei as mãos dos meus pais, professores, colegas de turma para me segurar. A ansiedade por esse primeiro passo sozinha cada dia cresce mais e mais. Mesmo cheia de medo do incerto eu sei que sou capaz de trilha um caminho cheio de sonhos realizados.


Diandra Muniz,
numa tarde quente e nostálgica de outubro.