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27 março 2017

Roda gigante da vida



"Roda mundo, roda gigante/ Rodamoinho, roda pião/
 O tempo rodou num instante/ Nas voltas do meu coração."
 (Chico Buarque)


Eu já perdi as contas de quantas vezes abri o editor de postagem desse blog, foram inúmeras tentativas de confessar algo aqui, mas sempre deixava para a próxima vez. 
Faz uns dias que mudei o visual daqui, talvez para me sentir mais a vontade ou sei lá, mas se você estiver lendo isso, é porque de alguma maneira essa manobra funcionou. 
Muita coisa mudou desde da última vez que vim aqui, ainda estou em busca da minha estrada de tijolos amarelos, alguma coisa que me diz que estou mais perto de achar do que estava na ultima vez. 
Minha vida mudou quase que completamente nesses últimos quatro meses, todos os campos da minha vida sofreram alterações, algumas boas, outras ruins, mas é isso, a vida não pode ser estável. 
Acho que nunca senti tanto medo de perder alguém na minha vida como senti há 4 meses, minha Vó (única que tenho, meu anjo de luz) teve uma crise de memória e voltou a ser uma criança, ainda bem que isso só durou 24h, as horas mais apavorantes e desesperadas que vivi (lágrimas se fazendo presente agora), perder alguém é terrível, mas perde alguém em vida e essa pessoa ser a sua maior referência e fonte de inspiração é totalmente sem explicação. Ela está agora ali no quarto dela, dormindo como um anjo de luz (ela costuma me chamar assim), e eu sou muito grata a Deus por isso, por ter ela nos meus dias, se eu amava ela antes disso, depois disso esse amor só aumentou e só aumenta a cada amanhecer, inexplicavelmente. 
 Nesses meses também, já mudei três vezes de emprego, e nesse exato momento estou desempregada, esperando uma empresa ligar alguns simples cabos, mas que só podem ser ligados por ela, porque moramos no Brasil, as coisas aqui tem de ser burocráticas. 
Eu tive chance de permanecer no mesmo local que estava trabalhando há 4 anos, mas eu não quis, eu não quis permanecer, primeiro por conta da Energia que aquele local hoje tem, me enfraquece, trava meu riso e pesa meu coração, eu saí sem saber para onde iria, mas a única coisa que eu não queria era ficar, meu coração sangra até hoje por ter sido uma saída rápida demais, onde não tive oportunidade de abraçar cada pequeno meu e dizer que a tia iria continuar mandando todas as boas energias para eles, agora sempre que tenho a oportunidade de encontrar um pelo caminho, eu falo, eu abraço e eu sinto saudade. Mas não me arrependo das minhas escolhas, estou indo morar na beira da praia, acredita?! Ao dobrar a esquina de casa para ir trabalhar ou para voltar do trabalho, dou de cara com um mar imenso, com ondas imensas, e eu me sinto em paz por alguns segundos. Quando a madrugada vai chegando e o a cal(mar)ia também, consigo ouvir o som das ondas quebrando na praia, deitada na minha cama de pallets, feita todinha por mim. 
 Nesse meio tempo, perdi algumas pessoas, ganhei outras, fortaleci vínculos e preferi cortar vínculos com outras também. 
Alguns sonhos foram embora junto com algumas pessoas, outros perderam o sentido e alguns estão florescendo aqui dentro.
Hoje, 27 de março de 2017, eu me sinto uma mulher forte, hoje eu me amo como nunca tinha ousado. 
Eu sempre ouvi muitas pessoas me dizendo que eu era uma mulher forte, corajosa e admirável, para falar a verdade nunca me senti assim, nunca achei que fosse forte, mas hoje me sinto forte, me percebo assim, e é uma sensação incrível (lágrimas voltaram), hoje eu me sinto tão Diandra, tão minha, tão dona de mim e das minhas vontades, eu já não travo mais, não cavo um buraco fundo para me esconder e me proteger quando as coisas querem desabar, eu bato o pé e falo o que tenho para falar, e isso é realmente libertador, eu já não me sinto só, eu amo ficar comigo, eu até sai outro dia desses para tomar um drink comigo, e modesta a parte, eu sou mesmo uma ótima companhia, eu sei que ainda tenho muito o que andar para me tornar a melhor versão de mim, para mim, mas eu sei que estou no caminho certo, pois estou seguindo o caminho do amor-próprio, e acho que esse realmente é o melhor caminho, todo mundo deveria trilha por essa estrada de mão única, até se aventurar em uma via de mão dupla. Me meti em algumas ciladas também, ciladas que me fizeram colar no espelho um post-it "Diandra, não ignore sua intuição!", não tem como, em outra vida eu fui bruxa, cigana ou vidente. Esse final de semana eu vi o sol nascer em uma roda de velhos amigos, e eu me senti em paz, e eu tenho mesmo encontrado a paz em pequenas coisas, em coisas cotidianas, a paz está em pequenos fragmentos de tempo que as vezes passam desapercebidos, mas eu venho aprimorando e aguçando meu paladar para essas coisas simples e cheias de paz, eu estou caminhando sozinha, não tenho destino certo, eu só quero ir, e eu sei que minha intuição saberá onde/quando eu devo parar, 

Algumas pessoas costumam fazer analogia entre a roda gigante e nossa vida, e realmente vejo sentido nisso, eu não sei exatamente em qual parte da roda eu estou agora, juro que é a primeira vez que estou andando em uma sozinha, e ao mesmo tempo que é uma sensação apavorante (eu tenho medo de roda gigante) é também mágica.



Alguns sentimentos ditos em uma madrugada fria e chuvosa de março.
27. mar. 2017
1:26AM , segunda-feira.

17 maio 2016

Em busca da minha estrada de tijolos amarelos




E quando a vida clama por mudanças?
Quando não consegue mais abafar os gritos do seu interior?

A cada dia que passa cresce em mim uma vontade de mudança. Um questionamento me persegue a cada hora do dia: Essa é a vida que você quer viver? E a cada noite, ao apagar das luzes, ao deitar a cabeça no travesseiro pra descansar o cansaço do mundo, tenho mais certeza que não estou, que não estou no caminho certo, que preciso mudar. Mas mudar requer uma quebra total de todas as certezas, um confronto com aquilo que me separa da MINHA verdade.

Preciso urgentemente sair em busca da minha estrada de tijolos amarelos.

Estou extremante cansada das discussões que tenho travado comigo mesmo, tentando de alguma maneira abafar os gritos do meu interior. Cansada de engolir o choro, de carregar no peito as angústias. Preciso parar de pensar “e se...” e agir.

Sei que esse processo de (re)encontro, não será fácil, muito menos breve. Mas tenho convicção que depende tão somente de mim.

E quando encontrar os meus tijolos amarelos, poderei enfim, rodopiar levemente, tirando todo e qualquer peso, das costas e consciência. E estarei livre para “Sorrir com a boca; sorrir com a mente; sorrir com o fígado.” Como diria o velho xamã de Comer, rezar e amar.

15 julho 2015

A tempestade do começo passou é hora de preparar o solo.

Com passar do tempo o amor vai se transformando, perde uma pouco do alvoroço do começo e vai dando espaço a calmaria da plenitude. Às vezes por conta da correria da vida acabamos confundindo essa transformação, quando a euforia da paixão e as borboletas do estômago dão lugar à tranquilidade e a leveza do amor. Chega à rotina, as brigas e a falta das surpresas já não existem segredos, já somos nós mesmos, não precisamos mais ter cuidado se o outro não vai gostar de mim se eu for assim, ele já me ama. Mas por muitas vezes ficamos presos ao inicio, esperamos que nada se modifique, mas como é lei da vida as coisas vão tomando forma própria com passar do tempo. Não podemos esperar que o AMOR fosse sempre igual, ele não será, mas provavelmente ele será o mesmo ou até mais intenso, porém terá uma forma mais discreta de se mostrar. Ele cria raízes e como as raízes fazem, crescem no chão, cada vez mais profundas e não conseguimos ver.
Hoje, exatamente agora, me sinto plena no amor. Acabei de me (re)apaixonar por meu namorado, sozinha no meu quarto com meus pensamentos. Estava numa fase bem complicada, com medo dessa calma, dessa tranquilidade, achando que estava tudo sossegado demais e que isso não era coisa boa. Mas acabei de perceber que o mar está mais sereno sim, mas não é algo ruim, é algo lindo e contemplativo. E nessa tranquilidade que o nosso barco conseguirá chegar mais longe, com nossas remadas. E na calmaria do amor que conseguiremos ser um, é quando a afobação acaba que percebemos que estamos tão unidos a alguém, verdadeiramente, que sem ela os sonhos já não existem, por eles são dos dois.

A tempestade do começo passou, agora vem à fase de preparação do solo, uma fase longa que precisa de muito cuidado e adubo, o solo precisa estar forte e preparado para receber as raízes de uma Flor que amanhã nascerá.




Diandra Muniz
Em uma noite de felicidade leve e de coração transbordando amor e paz.
Quarta-feira, 00:28

14 novembro 2014

Preciso decid(ir)

O frio na barriga anda predominando nesses últimos tempos, virou meu companheiro constante. A possibilidade do novo, do desconhecido me encanta e também me inquieta. A contagem regressiva já começou e agora falta pouco. O momento da escolha se aproxima, preciso escolher se pulo no desconhecido e sinto todo meu corpo ser dominado pela adrenalina ou se fico aqui em cima, olhando pro abismo que é o inexplorado. A visão aqui do alto é espetacular, consigo fantasiar, sonhos lindos. Mas as vezes me pego a pensar se não seria melhor vivê-los do que apenas imaginar o que tem ali atrás da linha do horizonte.
O sol estar quase se pondo e a hora se aproxima.
Quando ele renascer eu precisarei decid(ir).







Diandra Muniz, 
em uma tarde exaustiva de ENEM.

08. Nov. 2014 

18 maio 2014

Abrigar:



Sabe aquele dia que o mundo parece estar todo contra você? E o que você mais desejar é encontrar um abrigo seguro? E geralmente esse abrigo é alguém, alguém que estar sempre ali, pronto pra te proteger.  Então você o procura e deságua todas suas dores, suas feridas, lagrimas e ânsias.
Depois você já pode sorrir, seguir, o mundo não parece mais tão assustador; você se sente em paz, leve, graças aquele colo tão acolhedor.   
Pena que na maioria das vezes a gente acaba não retribuindo tanta atenção, despejamos tudo e nem ao menos perguntamos se a pessoa estava tendo um bom dia.

E na maioria dos dias não estar, tudo que aquela pessoa precisa também é de um abrigo, colo, ouvido e quem sabe de você.


Mas ela continua ali, guardando sempre suas dores no bolso pra cuidar das suas. 







Sobre um final de semana cinza. 

31 março 2013

Vou encarar o salto




E eu, que nunca soube entrar nas coisas pela metade, amar com moderação, manter os pés no chão, acho que agora aprendi . Acho que, hoje, o medo esmagou um pouco aquela inocência de acreditar em ‘felizes para sempre’, ‘amor da minha vida’, mas sem desacreditar no amor . Por algum tempo eu fiquei me perguntando quais as razões que levam uma pessoa a viver uma história de mentira, a fingir que ama, a fazer promessas sabendo que não vai cumprir . Sei lá se as pessoas mentem, ou se enganam . Sei lá se é por maldade . Sei lá .
O passado passou . Mas não é bonito lembrar . Não é bom puxar na memória os momentos bonitos, porque, inevitavelmente, os feios vêm junto . Então virou aprendizado, e só . Principalmente, do que não fazer . Do que não quero em um homem . Do que eu dispenso no amor . Do que (Na minha opinião) não deve existir em uma relação .
E, embora seja clichê, uma das maiores certezas que tenho, é que quase tudo tem lado bom . Até os tombos, que me deixaram mais resistente as quedas . Até as ausências, que me fizeram notar que posso viver sem determinadas pessoas .
Até as partidas, de gente que trazia pra minha vida mais lágrimas do que sorrisos, e acabaram abrindo espaço pra gente bonita de alma entrar .
O que eu sei é que a dor ensina . Que do chão a gente – realmente – não passa . Que um dia a gente levanta . Que dor de amor que acaba, pode ser transformada em esperança de dias mais bonitos, ao lado de quem sabe amar de verdade . Hoje, eu tenho evitado alguns voos, por medo do tombo . Mas eu tenho certeza, que quando aparecer a pessoa certa, assim, com um jeito-torto-parecido-com-o-meu, eu vou criar coragem, e de mãos dadas com ela, vou encarar o salto . (E confiar) De olhos fechados, e coração bem aberto .
Amém .

Karla Tabalipa

25 março 2013

Essência, é isso que encanta



Todo mundo já ouviu falar em amor à primeira vista, eu não sei se isso é apenas uma história ou se acontece realmente. Comigo pelo menos nunca aconteceu.
Minhas paixões sempre vieram depois de algumas longas horas de conversas, SMS trocadas, sorrisos, olhares e afinidades. Não sei como seria me apaixonar a 1º vista, como diria Antoine Saint-Exupéry: O Essencial é Invisível aos Olhos.
Acho que o amor só nasce através da essência do outro, o amor vai muito além da superfície. E é isso que unicamente me interessa em alguém: sua essência.
Talvez por isso eu nunca descubra se essa história de amor à primeira vista existe, pois meus olhos até hoje nunca reconheceram aqueles que amei antes que meu coração conhecesse sua essência. E quem sabe eles até já avistaram o meu novo amor, talvez ele possa está bem perto, mas pra reconhecê-lo, preciso enxergá-lo com os olhos do coração.  

14 março 2013

Será que eles sabem o que é amor?



Ultimamente passo a maioria do meu tempo na internet, principalmente nas redes sociais. E fico reparando como anda efêmeros os relacionamentos de hoje em dia. Numa noite mudam o status para relacionamento sério. No dia seguinte já estão trocando juras de amor eterno e dizendo que não conseguem mais viverem separados. Dois dias depois o status muda para solteiro e os eternos apaixonados levantam a bandeira: melhor sozinho que mal acompanhado. Alguns dias passam e lá estão eles mudando novamente o status, e dizendo eu te amo pra outras pessoas.
Ai fico me perguntando como eles conseguem. Será amor à primeira vista? Será que existe amor à primeira vista? Será que eles sabem o que é amor? Vasculho todas minhas suposições e não encontro resposta. Como alguém diz: eu te amo, como se tivesse dizendo qualquer outra frase do mundo.
Isso me dá medo, medo que as pessoas não saibam mais o real significado dessa afirmação, que só saibam falar essa frase oca, sem sentimento, só porque acham que são obrigados a dizer eu te amo ou porque acham bonito dizerem isso. Tudo bem que o objetivo é estarmos com alguém que amamos. Mas nem sempre ter alguém, é sinônimo que se ama alguém.
Agora deveria ser àquela hora que eu explico o que é o amor. Oras, o amor é inexplicável, eu passaria horas escrevendo e não conseguiria defini-lo. Mas de uma coisa estou certa, o amor não é nem de longe o que vocês declaram nas redes sociais. 


06 março 2013

O amor começa

 
Naquele mesmo café engordurado onde outro amor acabara depois de começar em parques de ouro; num começo de noite de domingo de brisa e lua cheia depois de teatro e alegria; na identificação de um sorriso gêmeo, perdido na multidão, quando eles dois desviaram brevemente a atenção de suas rodas e se olharam encontrados. De repente começa o amor, admirado em singelezas e gratidões; na leveza da mútua admissão de humildades e pequenezas; no reconhecerem-se humanos – falíveis, pois – e nada além. No molhado do ombro amigo que consola a perda de outro amor; na vazante das marés ciscando areias; em trocas de telefones depois de batidas de carros; num quarto de motel, pela manhã, quando o pacto do vazio do sexo casual entre amigos começa a deixar de ser cumprido. Numa trombada acidental em uma loja de CDs em Varsóvia, na poesia barulhenta da Feira do Crato, nos recônditos cantos onde a tensão se desfaz em Mianmar, na fila da carne do mercado do Ver-o-Peso, no encontro casual de dois jovens numa boca-de-fumo no Morro dos Macacos. E se inicia o amor como raiva, inveja, até como ódio, para depois irromper em paixões arrebatadoras que, findas, se desfiarão em ternuras. Pulsa o amor no verão, quando ainda não é mais que tesão nas ancas largas que passam rebolando no calçadão de Copacabana e certamente virá a ser a plenitude atlética de trepadas homéricas ainda antes que o refestelo se torne amor entorpecido; mas mais provável que comece na carência do inverno, estação sórdida, de memórias e abraços. Pode o amor começar na empáfia das mulheres empedernidas que nasceram dizendo não; seguro que vá nascer dos rompantes coléricos dos Florentinos Arizas à procura de suas Ferminas Dazas. O amor começa em sorvetes de pistache em terças-feiras tediosas e é bem capaz que saia das sombras como amor-resposta. Na África se inicia como solidariedade; na Ásia, como sabedoria; em Cuba, como resignação. Em qualquer lugar, como entrega, doação. No Brasil o amor poderá começar da saudade. Nascerá de corações dilacerados, daqueles mesmos que o médico sentenciara imprestáveis para o amor. Três goles de cerveja e o amor começa, uma tortinha de morango e o amor começa, duas aleluias e o amor começa. Em hospitais, já perto do fim, entre os que vão e os que ficam, o amor começa. Por qualquer motivo o amor começa; a qualquer hora o amor começa, em qualquer lugar o amor começa. E começa nem que seja para acabar uma vez mais, ainda antes de começar novamente.

04 março 2013

30 coisas sobre mim



01.   Meu nome é Diandra Eugênia Muniz, prazer. Moro no interior do Ceara, onde todo mundo conhece e dá palpite na vida de tudo mundo. Afinal não temos cinema e nem shopping..rs. Uns me chamam de Dih, Didha, Nega, Didi e Eugênia.
02.  Sou sentimental ao extremo, sincera e intensa nas minhas relações.
03.  Não tem um dia que eu não derrame uma lagrima, sou chorona, tipo manteiga derretida.
04.  Odeio melão, abacate, pepino, cajá, murici... e hipocrisia!
05.  Tenho uma ligação muito intensa com mar, não resisto ao seus mistérios e beleza. Meu maior calmante.
06.  A maioria das pessoas não vão com a minha cara, até me conhecerem direito. Eu sou aquela que falo o que penso, e não tenho vergonha de ser  realmente o que sou na frente dos outros.
07.  Eu tenho uma caixa de recordações, que vai de uma tampa de Nescau furada a poemas de amor.
08.  Amo usar perfume de bebê, principalmente pra dormir.
09.  Sou extremamente dependente de música, ouça música pra acordar, dormir, banhar, estudar, enfim.
10.   Sou metida a costureira, artesã, enfim sou uma pessoa criativa.
11. Gosto de escrever, é uma boa maneira de desabafar e organizar as ideias.
12. Nos estudos eu sou a aluna média, não é que eu não gosto estudar, é que eu sou muito tipo (depois eu estudo.) e chega na hora, quem disse que eu estudei? é acho que isso chama preguiça mesmo!
13. Sou totalmente inconstante, momentos radiando de felicidade e segundos depois numa tristeza sem fim. Hora sou uma matraca e outras um poço profundo de silencio.
14. Meu número preferido é 23, acho que porque é o dia em que eu nasci, mas é um número bonito.
15. Eu fui uma criança traquina, minha mãe e meu pai sempre diziam que eu devia ter nascido homem. Bom, o que posso fazer se sempre gostei de viver.
16. Sou míope, uso óculos dês dos meus 12 anos. Queria usar lentes, fiz o teste mais não suportei a gastura, vou tentar de novo.
17. Amo frio e não suporto calor. Sou apaixonada por chuva, pode ter certeza que toda vez que uma chuva começa eu vou estar sorrindo e me segurando pra não ir banhar, nem sempre resisto.
18. Minhas bebidas favoritas são agua, agua de coco, suco de caju, Fanta uva e Martini Bianco. 
19. Eu amo carnaval, samba e tudo que me lembre batida de latas.
20. Adoro ser surpreendida, sempre.
21. Sou apaixonada por sorrisos.
22. Não consigo dormir cedo, sou um bicho noturno. E quando durmo não quero mais acordar..rs
23. Dançar é uma das minhas maiores válvulas de escape.
 24. Sou super intuitiva, se existe sexto sentido, o meu é bem aguçado. 
25. Não assisto filmes de terror, tenho medo. 
26. Já fui apaixonadas por sapos, tinha coleção, hoje não coleciono nada. 
27. Todo dia quando acordo tenho uma crise de espirros. 
28. Tenho um violão e não sei tocar. Sonho no dia que vou tocar ele pra fugir do mundo real. 
29. Tomo mingau quase todo dia. Ahh sou kiança ainda! ;P 
30. Talvez essas não sejam minhas principais ou mais marcantes características, talvez eu nem saiba defini quais são. Mas foram as que sugiram na minha mente agora. ;)

308



Hoje me bateu uma saudade gigante do meu querido e amado 308. 
Faz um mês que ele virou uma das páginas mais intensas e importantes do meu passado.
Lembro como se fosse hoje o dia que abri aquele apartamento pela primeira vez, era uma menina desembrulhando sua casa de bonecas em tamanho real.
Nos primeiros dias a casa ainda era uma bagunça, ficamos sem energias nas primeiras 36 horas, mas pra mim era tudo lindo, era tudo um conto de fadas.
Com o passar os dias, acabei ganhando o cargo de 'chefe da família', comecei a ter responsabilidades de gente grande e gostei daquilo. Aprendi muito nesses três anos e seis meses com o 308.
Aprendi que quando se vai arrombar a porta de um banheiro, você deve gritar antes: '- sai da frente'. 
Aprendi que com criatividade e um varal na mão, você consegue consertar uma cama.
Aprendi que com um pedaço de Bombril, você criar uma antena para TV de última geração.
Aprendi que atravessar varandas no terceiro andar pelo lado de fora é emocionante e totalmente sem noção.
Aprendi que colocar uma panela de arroz no fogo e ficar no facebook, não cheira bem.
Aprendi o quanto é ruim ficar doente e não ter ninguém pra te ajudar.
Aprendi que dormir faz a fome passar. 
Aprendi que por mais que sejamos amigos de alguém é muito difícil continuamos assim depois da convivência.
Aprendi a chorar com chuveiro ligado.
Aprendi o quanto vale cada centavo gasto.
Aprendi a dormir de rede e no chão duro.
Aprendi o significado da palavra respeito.
Aprendi que andar de calcinha e sutiã dentro de casa é normal.
Aprendi a ser pai, mãe, filha, amiga, inútil, menina assustada, mulher madura.
Aprendi que banheiro não é cabine telefônica.
Aprendi que cantar com fones no ouvido é torturante pra quem escuta.
Aprendi a calar, quando o que eu mais queria era gritar.
Aprendi a gritar, pra ser ouvida.
Aprendi a lavar roupa.
Aprendi a dormir com a luz acessa pra minha colega poder estudar.
Aprendi que estudar na rede é o mesmo que pedi pra acordar com livro na cara.
Aprendi a respeitar a loucuras dos outros.
Aprendi que nada jamais será do jeito que eu quero.
Aprendi o quanto é importante o diálogo.
Aprendi o quanto a saudade doí.
Aprendi o quanto é sofrido passar seu aniversário longe de casa e não ganhar sequer um parabéns de quem mora com você.
Aprendi que café quente queima e que é melhor eu não tentar mais faze-lo.
Aprendi a amar das suas N maneiras.
Aprendi muita coisa no 308, mais até do que na faculdade. Cada cantinho daquele apartamento me traz lembranças. Lembranças que talvez nunca sejam confessadas, lembranças vividas e guardadas para nunca serem esquecidas.
Se as pessoas que moram nele hoje aprenderem um terço do que eu aprendi e vivi lá, posso dizer que elas serão pessoas bem melhores.
Faz um mês que entreguei sua chave. Dessa vez não era uma menininha com sua casa de boneca, era uma mulher fechando as portas do lugar onde ela viveu e aprendeu as maiores lições da sua vida.

Diandra Muniz



27 fevereiro 2013

"Estou ...

... dentro da sua mais doce lembrança, do seu ponto mais fraco. Não faço seu estilo, mais te completo. Sou como uma brisa que passou por você, e que você de alguma maneira tentou segurar, sou o que você chama de ponto fraco, e me doí ser tudo isso, quando o que eu só queria ser, sua .”

26 fevereiro 2013

Preciso da solidão



De vez em quando eu acordo falante, outras vezes quero ficar bem quieta, respondendo sim ou não, sem ninguém reclamando que estou monossilábica. Em alguns dias adoro o meu cabelo ondulado, já em outros tenho vontade de passar a máquina na juba. Tenho insônia, mas não é frequente. Ela, por óbvio, escolhe as melhores noites para me visitar. Em geral é quando eu preciso mesmo ter uma boa e tranquila noite de sono. Vivo me embolando nos meus compromissos, perco o foco com facilidade. Esqueço coisas, preciso fazer listas. De vez em quando me dá uma tara, acordo e resolvo organizar todos os armários, gavetinhas e gavetonas. Acordo com aquele humor incrível e acho que nada, nada vai me abalar. Em outras ocasiões, meu humor é péssimo, até eu tenho medo de mim, pois a voz das pessoas me irrita. A cara. O jeito. As perguntas. Um determinado olhar. Tudo é motivo para encher o baú da minha irritação. Sou explosiva. Minha raiva vai até ali e dá choque, faíscas para todo o lado, salve-se quem puder. Depois passa, não guardo mágoa, elas dão marcas de expressão. Você sabe, perto dos trinta elas começam a aparecer.


Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei faculdades, relacionamentos, livros, alguns planos.



De vez em quando eu me repito. Às vezes coloco vírgulas em lugares errados. Tenho uma mania ordinária de corrigir as pessoas. Quando eu não sei como agir dou risada. Se eu não gosto de alguém fecho a cara. Não consigo fingir que tá tudo bem, quem faz isso pra mim é mestre - da falsidade. Sou radical ao extremo. E meu coração é mole. Mas até ele precisa ficar sozinho de vez em quando.



Dia desses a minha casa estava repleta de gente. Eu disse cheia mesmo. Sim, eram pessoas de bem, limpinhas, que eu gosto e me são importantes. Isso nada tem a ver com o fato de querer estar só. Por incrível que pareça não sou um bicho, gosto de gente. É bem verdade que prefiro animais, são mais sinceros. A casa estava cheia, tão cheia que eu nem tinha lugar para dormir. Então fiquei pensando: como as pessoas conseguem (con)viver com outras? Talvez eu não saiba viver em sociedade. Desde pequena aprendi a dividir, tenho um irmão. Quem tem irmão sabe que a gente divide carinho, atenção, chocolate e brinquedo. Mas eu não sei dividir a minha solidão. Acho que ela me alimenta, me dá forças. Preciso ter diariamente uns momentos meus. Sem barulho externo, sem conversa alheia, sem olhos atentos. Só eu e minhas confusões. Casa cheia, gente amada, o único lugar que eu estava só era no banho. Então eu tomava banho seis vezes por dia, pra ficar sozinha.



Você não quer acreditar, mas isso é normal. Quem gosta da própria companhia sabe do que eu estou falando!

05 janeiro 2013

E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira.



A gente quase completou um ano de namoro, quase. Faltou um mês ou um pouquinho mais, não lembro. Mas hoje, sem mais nem menos, completamos um ano de separação. Ano passado essa hora, exatamente a essa hora, eu lembro bem. Eu estava no show do U2 que você não quis ir comigo e me ocupava em perguntar, de dez em dez segundos, e de dez em dez pessoas, quando é que você iria me ligar e dizer que tinha pensado melhor. Quando? Você nunca ligou, nunquinha. E eu esperei, esperei, esperei tanto tempo, nossa, como eu esperei. Acho que eu nunca esperei tanto nada em toda a minha vida. Outro dia a Myla me perguntou o que você tinha me ensinado. A gente estava conversando sobre os legados que as pessoas deixam em nossas vidas e ela quis saber qual tinha sido o seu [...] posso dizer que foi você quem me ensinou a lição mais importante da minha vida: você me ensinou a sofrer. Eu nunca, nunca, nesses anos de vida, tinha sofrido. Nunca.
 Mas quando você, me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e acabei deixando a dor vencer. Pela primeira vez a realidade falou mais alto que a fantasia. Pela primeira vez a realidade da sua ausência falou mais alto que a fantasia de anos a sua espera. Sofri pra caralho, como diz por aí quem sofre pra caralho. Mais do que livros cabeças, músicas bacanas, frases inteligentes, lugares descolados ou posições sexuais, você me ensinou o que realmente importa aprender nessa vida: que a vida pode ser uma grande, imensa e gigantesca merda. É, ela pode ser. E que não existe porra de príncipe porra nenhuma. Que nem ninguém e nem nada pode te levar para longe de nada. É isso e pronto. E é assim pra todo mundo. E pronto. Qual o drama? A dor infinita dos dias infinitos que vieram depois do dia em que você se foi pra sempre veio misturada com toda a dor que eu não senti em todos esses anos.
A dor do seu pé na bunda trouxe tardes perdidas em odiar o mundo, cabeças viradas, corredores frios, papéis de parede beges e grupinhos festivos e fechados. A nossa dor acabou sendo toda a dor que fazia fila em mim para ser sentida. Mas agora já passa da meia noite. Não é mais nosso aniversário de fim e, pra te falar a verdade, eu já não sofro mais o nosso fim faz tempo. E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.

Tati Bernardi

30 dezembro 2012

Das cartas não enviadas


   
Não aceito que pessoas amadas um dia sumam totalmente da minha vida, eu não guardo rancor nem mágoas de ninguém. Acho uma bobagem esquecer aquela pessoa especial que um dia te fez tão bem, mas entendo que nem tudo é para sempre, então algumas pessoas precisam realmente ir, para outras melhores ou não, chegarem. 
    Um dia conheci você que despertou meus primeiros sentimentos, me fez desesperar de amor, achar que tudo se resumia a nós dois juntos de preferencia. Conheci realmente o que é amar na intensidade. Conheci o significado do ”soltei o mundo para segurar sua mão” os momentos, as juras de amor, os planos e sonhos eu guardo até hoje.  Eu não sinto raiva por você estar hoje com outra pessoa, passamos esses anos tão distantes  né? 
     Foi bom ter reencontrado você ontem, te ver bem, sempre sorrindo e feliz. Eu não sei exatamente o que senti, mas confesso que foi bom, por mais que fiquemos com novas pessoas, novos amores, novas paixões, existe sempre aquele alguém que nós nunca vamos esquecer. Alguém que nós não esqueceremos porque vivemos um sonho um dia, e sabemos que foi um erro ter acabado, mas existem coisas que são inevitáveis de acontecer. Simplesmente acontecem, e nesse caso, tive que te deixar ir.
    Nosso tempo passou, tudo isso passou e agora eu só lembro do que não da pra esquecer, foi bom mas acabou, a unica coisa que me resta são as cicatrizes que você deixou e pelo visto não lembra né? Mas tudo bem, quem sofre é quem apanha, porque nunca esquece, mas te garanto que aprende. 

Beijos, se cuida!

18 dezembro 2012

Recado dado!



Vocês não sabem o que têm nas mãos
Tocam os seios sem saber que no meio bate um coração,
beijam bocas sem ouvir o que elas têm a dizer,
fixam os olhos sem perceber que por trás há uma mente inquieta.
São milhares de pensamentos e sentimentos que pulsam e se confundem,
vocês deviam fazer mais que apenas assistir.

Tenho pena dos que não se arriscam,
dos que não pulam e gostam do morno,
dos que se conformam com piscinas rasas e vidas rasas também.
Tenho pena dos que vão embora cedo, dos que só viajam até a esquina,
dos que pensam mil vezes antes de falar.

Vocês não sabem o que têm nas mãos.
E perdem amores por apostas,
perdem companhia por desinformação e cumplicidade por medo.
Perdem tempo. O meu e o de vocês.



Verônica H.

17 dezembro 2012

Estou indo de volta pra casa


Sabe quando você não consegue segurar o choro? Quando a vontade é tamanha que você não liga pra onde esteja ou com quem e simplesmente chora e tenta aliviar a angústia que domina seu peito. É o que está acontecendo comigo agora. Estou em um ônibus lotado indo para casa de férias definitivas. É estou chorando na viagem de ida pra férias. É realmente sou muito estranha mesmo, os outros vão felizes e rindo curtir as férias e eu vou com uma dor enorme no peito, que de tão forte transbordou pelos olhos e me fez roubar a atenção e a curiosidade dessas pessoas estranhas. As pessoas ficam felizes pelas férias porque sabem que é somente uma pausa na rotina. No meu caso é uma despedida a uma rotina,a uma fase da minha vida. Sei que voltarei nessa cidade diversas vezes, quem sabe essa semana ainda talvez. Mas não vou pertencer mais a esse lugar, vou vim só de passagem. Estou feito criança sentada na janela do ônibus atenta aos detalhes da cidade, as lágrimas insistem em cair. Mesmo com os fones de ouvindo no volume máximo e ouvindo um samba os pensamentos e as lembranças não silenciam, elas gritam cada vez mais alto. Tentei dormir também e fugir dessa agonia, é uma tarefa impossível com esse calor. Resolvi escrever agora, quem sabe as lágrimas que mancham meus óculos diminuam através de palavras. O que mais me pesa é a incerteza de um reencontro com aqueles que convivi durante anos. O que mais me machuca é o medo de entregar a chave do meu apartamento e esquecer trancado lá alguma das minhas memorias. Ontem comecei a encaixota lembranças pra mudança e coisas esquecidas surgiram e me trouxeram sorrisos e lágrimas de saudade. Eu sei que deve ser loucura minha esse apego com as lembranças e minha ‘antiga’ rotina, mais essas coisas são as que tenho certeza que são realmente minhas, é o meu passado e vai sempre esta comigo e ninguém pode me tirar isso, a não ser o mestre que tudo pode, o tempo, transformando tudo em lembranças e que serão perdidas no fundo da minha caixa de recordações, meu coração. 


17.12.12
Diandra Muniz
Numa viagem quente e com gosto salgado da saudade...

16 dezembro 2012

Doce alegria



Hoje acordei mais feliz que o de costume, acordei cedo cantando e sorridente em pleno sábado e mais, com aula o dia inteiro. Estranho né? Talvez essa sensação fosses motivada pelo fato de ser a ultima aula da faculdade (assim espero, dá uma forcinha ai Papai do céu). A aula era sobre o Corpo. E o professor questionou se alguém já conseguir se sentir feliz de corpo inteiro. E eu prontamente respondi que hoje eu estava me sentindo assim e logo tive que explicar, na hora não soube responder apenas senti que estava feliz. Depois pensei sobre o assunto e vi que todos os ‘setores’ da minha vida estão nos trilhos ou pelo menos entrando neles.
Acabei lembrando dessa confissão aqui feita a mais de um ano atrás. E posso dizer que realmente mudei, não sei se por atitudes pensadas exatamente ou pelo simples fato de nada ser imutável. Mais hoje posso dizer-me uma pessoa bem-aventurada.
Na faculdade eu conseguir vencer as batalhas impostas (falta o resultado de uma, espero que tenha me saído vitoriosa também).
Profissão continuo ainda na categoria de estudante, mais isso mudara daqui alguns dias. Sinto-me mais animada, confiante e por que não dizer enamorada com minhas perspectivas.
No amor continuo a mesma romântica incurável de sempre (solteira também. ¬¬), mas jamais desacreditei no amor e na força dele. Espero que eu possa vivê-lo novamente e enquanto isso não acontece vou sonhando, falando e sentindo.
Como filha consegui me perdoa pelos erros e conseguir ‘gritar’ meu pedido de desculpa. Hoje estamos mais unidos do que nunca, pena que não sou mais tão pequenininha pra ser carregada no tuntun.
E por fim como Diandra, posso dizer que me aceitei e que me encontrei. Claro que essa busca por mim mesmo não acabou e nem vai acabar, mais a Diandra de hoje me agrada e me dá doces alegrias!
Ordem do dia: Obrigada meu Deus! Obrigada tempo! Obrigada!

12 dezembro 2012

Eu já vivi um amor assim. Aos que não viveram, permitam-se...








"O que existe além do que já foi dito sobre o amor?
Toda minha vida pautada em amores que tive ou gostaria de ter
Falando sobre os que tive, também não tenho muito que dizer.
Amei e fui muito bem amada. Mas foi um amor, um único amor. Que veio cruzou minha alma e ficou marcado em minha pele.
Todos nos carregamos com nós uma história.
Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo.
Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem.
Mas então, numa quinta-feira a tarde de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido. Percebemos que amor igual não há e aquela pessoa continua e continuará a ser nossa referencia afetiva mais sincera e profunda.
Não é doença nem obsessão. Alias não e nada, só amor. Amor dos bons, daqueles que são únicos e maravilhosos, que acontecem poucas vezes na vida das pessoas. Daqueles amores que ficam e que teremos que conviver com ele como algo concreto e parte de nossas vidas.
Que alma consegue atravessar a vida sem ter conhecido o amor? E quem sabe ter a sorte de ser correspondido? Que vida vale a pena sem amor?
Nenhum sentimento é mais lindo profundo e transformador que o amor.
Só amor transcende e purifica, enlouquece, cura, invade, permanece, liberta e aprisiona.
Quando acontece é um som grave que penetra invade e permanece.
Não compliquem e nem elaborem o sentimento mais incrível e poderoso de todos.
Permitam que eles cheguem e se instale. Porque o resto são bobagens meninos, bobagens."