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15 julho 2015

A tempestade do começo passou é hora de preparar o solo.

Com passar do tempo o amor vai se transformando, perde uma pouco do alvoroço do começo e vai dando espaço a calmaria da plenitude. Às vezes por conta da correria da vida acabamos confundindo essa transformação, quando a euforia da paixão e as borboletas do estômago dão lugar à tranquilidade e a leveza do amor. Chega à rotina, as brigas e a falta das surpresas já não existem segredos, já somos nós mesmos, não precisamos mais ter cuidado se o outro não vai gostar de mim se eu for assim, ele já me ama. Mas por muitas vezes ficamos presos ao inicio, esperamos que nada se modifique, mas como é lei da vida as coisas vão tomando forma própria com passar do tempo. Não podemos esperar que o AMOR fosse sempre igual, ele não será, mas provavelmente ele será o mesmo ou até mais intenso, porém terá uma forma mais discreta de se mostrar. Ele cria raízes e como as raízes fazem, crescem no chão, cada vez mais profundas e não conseguimos ver.
Hoje, exatamente agora, me sinto plena no amor. Acabei de me (re)apaixonar por meu namorado, sozinha no meu quarto com meus pensamentos. Estava numa fase bem complicada, com medo dessa calma, dessa tranquilidade, achando que estava tudo sossegado demais e que isso não era coisa boa. Mas acabei de perceber que o mar está mais sereno sim, mas não é algo ruim, é algo lindo e contemplativo. E nessa tranquilidade que o nosso barco conseguirá chegar mais longe, com nossas remadas. E na calmaria do amor que conseguiremos ser um, é quando a afobação acaba que percebemos que estamos tão unidos a alguém, verdadeiramente, que sem ela os sonhos já não existem, por eles são dos dois.

A tempestade do começo passou, agora vem à fase de preparação do solo, uma fase longa que precisa de muito cuidado e adubo, o solo precisa estar forte e preparado para receber as raízes de uma Flor que amanhã nascerá.




Diandra Muniz
Em uma noite de felicidade leve e de coração transbordando amor e paz.
Quarta-feira, 00:28

16 dezembro 2012

Doce alegria



Hoje acordei mais feliz que o de costume, acordei cedo cantando e sorridente em pleno sábado e mais, com aula o dia inteiro. Estranho né? Talvez essa sensação fosses motivada pelo fato de ser a ultima aula da faculdade (assim espero, dá uma forcinha ai Papai do céu). A aula era sobre o Corpo. E o professor questionou se alguém já conseguir se sentir feliz de corpo inteiro. E eu prontamente respondi que hoje eu estava me sentindo assim e logo tive que explicar, na hora não soube responder apenas senti que estava feliz. Depois pensei sobre o assunto e vi que todos os ‘setores’ da minha vida estão nos trilhos ou pelo menos entrando neles.
Acabei lembrando dessa confissão aqui feita a mais de um ano atrás. E posso dizer que realmente mudei, não sei se por atitudes pensadas exatamente ou pelo simples fato de nada ser imutável. Mais hoje posso dizer-me uma pessoa bem-aventurada.
Na faculdade eu conseguir vencer as batalhas impostas (falta o resultado de uma, espero que tenha me saído vitoriosa também).
Profissão continuo ainda na categoria de estudante, mais isso mudara daqui alguns dias. Sinto-me mais animada, confiante e por que não dizer enamorada com minhas perspectivas.
No amor continuo a mesma romântica incurável de sempre (solteira também. ¬¬), mas jamais desacreditei no amor e na força dele. Espero que eu possa vivê-lo novamente e enquanto isso não acontece vou sonhando, falando e sentindo.
Como filha consegui me perdoa pelos erros e conseguir ‘gritar’ meu pedido de desculpa. Hoje estamos mais unidos do que nunca, pena que não sou mais tão pequenininha pra ser carregada no tuntun.
E por fim como Diandra, posso dizer que me aceitei e que me encontrei. Claro que essa busca por mim mesmo não acabou e nem vai acabar, mais a Diandra de hoje me agrada e me dá doces alegrias!
Ordem do dia: Obrigada meu Deus! Obrigada tempo! Obrigada!

12 dezembro 2012

Eu já vivi um amor assim. Aos que não viveram, permitam-se...








"O que existe além do que já foi dito sobre o amor?
Toda minha vida pautada em amores que tive ou gostaria de ter
Falando sobre os que tive, também não tenho muito que dizer.
Amei e fui muito bem amada. Mas foi um amor, um único amor. Que veio cruzou minha alma e ficou marcado em minha pele.
Todos nos carregamos com nós uma história.
Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo.
Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem.
Mas então, numa quinta-feira a tarde de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido. Percebemos que amor igual não há e aquela pessoa continua e continuará a ser nossa referencia afetiva mais sincera e profunda.
Não é doença nem obsessão. Alias não e nada, só amor. Amor dos bons, daqueles que são únicos e maravilhosos, que acontecem poucas vezes na vida das pessoas. Daqueles amores que ficam e que teremos que conviver com ele como algo concreto e parte de nossas vidas.
Que alma consegue atravessar a vida sem ter conhecido o amor? E quem sabe ter a sorte de ser correspondido? Que vida vale a pena sem amor?
Nenhum sentimento é mais lindo profundo e transformador que o amor.
Só amor transcende e purifica, enlouquece, cura, invade, permanece, liberta e aprisiona.
Quando acontece é um som grave que penetra invade e permanece.
Não compliquem e nem elaborem o sentimento mais incrível e poderoso de todos.
Permitam que eles cheguem e se instale. Porque o resto são bobagens meninos, bobagens."

05 novembro 2012

Não me economizo mais. Me gasto.

Antigamente, quando ficava triste, eu queria que a alegria viesse em meu socorro em minutos, como se ela fosse à próxima estação do metrô. Não queria atravessar ruas desertas, pontes frágeis, transversais melancólicas, não queria percorrer um trajeto longo até conquistar um estado de espírito melhor. Queria transformação imediata: da estação Tristeza para a estação Hip-Hip-Hurra, sem escala e sem  demora.
Eu era ingênua em acreditar que poderia governar meus sentimentos. Como se fosse possível passar por estações deprimentes sem as ver, deixá-las para sempre presas no underground e saltando nas estações que interessam: Euforia, Segurança, Independência. Os pontos turísticos mais procurados.
Viver é uma caminhada e tanto, não tem essa colher de chá de selecionar onde descer. É preciso passar por tudo: pelo desânimo, pela desesperança, pela sensação de fracasso e fraqueza, até que a gente consiga chegar a uma praça arborizada onde iniciam outras dezenas de ruas, outras tantas passagens, e a gente segue caminhando, segue caminhando.
Locomover-se desse jeito é cansativo e lento, mas sei que não existe outra maneira consciente de avançar. Metrôs oferecem idas e vindas às cegas. Mantém nossas evoluções escondidas no subterrâneo. A gente não consegue enxergar o que há entre um desgosto e um perdão, entre uma mágoa e uma gargalhada, entre o que a gente era e o que a gente virou.
Não tem sido fácil, mas sinto orgulho por ter aprendido a atravessar, em plena luz do dia, o que em mim é sombrio e intricado. Não me economizo mais. Me gasto.

Martha Medeiros



31 outubro 2012

Livra-me da falta de leveza! Amém!



"Afasta de mim todo mal que persegue, que atravessa, que se faz presente sem ser notado. Afasta os que são desnecessários e indesejados. Afasta essa sensação de que as coisas não estão bem e, mesmo que elas não estejam, me faz enxergar o outro lado se o revés for mais bonito e der mais esperança. Silencia o meu peito e me deixa ouvir as batidas – sejam as da porta ou o ritmo do coração. Me mostra que o caminho de dentro é mais importante que o de fora, e que a pausa que antecede a linha de chegada pode evitar uns arranhões severos no corpo. Me mostra que a calma não é depressão e que isso tudo vai passar daqui a pouco. Se não passar, que eu consigo passar por isso. Se não passar, que eu consiga encontrar um lado bom no meio de tanta coisa ruim. Que eu me descubra em alguma paz, mesmo que a paz pareça não ser o tema desse texto – ou dessa oração."




Daniel Bovolento

11 outubro 2012

"É a primeira vez que eu me apaixono e sinto paz ao mesmo tempo. Ou encontrei o homem certo ou estou me tornando a mulher certa" *



Amor que começa fervendo no final esfria?! Amor pronto não serve, amor tem que ser construído. Mas essa coisa fria, sem encantamento me deixava tão desanimada. Antes de começar a esquentar eu já estava correndo léguas pra longe, se possível pro outro lado do mundo. Mas agora tudo começou diferente. Também não estou certa que meu sentimento por ele é paixão. Só sei que é sempre melhor quando estamos juntos. Assim fazendo coisas sem importância nenhuma. Trocando mensagens bobas pelo celular. Jogando conversa fora no MSN. Fingindo que somos apenas amigos. Amigos cheios de afinidades e desejos secretos também. 

Tô deixando as coisas acontecerem como tem que ser. Eu sinto que ele tem algo especial pra me dar. E sinto também que o momento certo existe e não tarda de chegar. Sabe, faz tempo que a água não tá fria, mas quando eu cheguei ela também não estava fervendo. Será que esse é o meu momento, a minha vez? "Deixa, deixa ser como será, quando a gente se encontrar. "Fica combinado assim...



Thaise Moraes

*Tati Bernardi

09 outubro 2012

Preciso de um palhaço



Que me faça ver a vida colorida
Que jogue o picadeiro aos meus pés
Que me faça estremecer com um breve sorriso
E nada mais terá valor ou nada me tocará mais a alma
Que os dedos alvos e divertidos do meu carinhoso palhaço
E nunca mais serei triste se ao menos ele me fitar com olhos ávidos
Se ao menos me enfeitiçar com o balé de suas encantadoras trapalhadas


Preciso de um mágico de sorrisos
Que me afogue em gostosas gargalhadas
Que me encha de prazer representando seu papel
Que percorra meu corpo com seu olhar ingênuo e doce
E lhe darei mais que a vida enquanto me tiver em seus braços
Quando, desengonçado, tropeçar e cair ajoelhado à minha frente
Dançarei com ele até minhas pernas se moldarem à forma do seu corpo
Se me hipnotizar com seus olhos úmidos, tirar sua máscara e me levar ao céu


DANIELA BARBOSA