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14 novembro 2014

Preciso decid(ir)

O frio na barriga anda predominando nesses últimos tempos, virou meu companheiro constante. A possibilidade do novo, do desconhecido me encanta e também me inquieta. A contagem regressiva já começou e agora falta pouco. O momento da escolha se aproxima, preciso escolher se pulo no desconhecido e sinto todo meu corpo ser dominado pela adrenalina ou se fico aqui em cima, olhando pro abismo que é o inexplorado. A visão aqui do alto é espetacular, consigo fantasiar, sonhos lindos. Mas as vezes me pego a pensar se não seria melhor vivê-los do que apenas imaginar o que tem ali atrás da linha do horizonte.
O sol estar quase se pondo e a hora se aproxima.
Quando ele renascer eu precisarei decid(ir).







Diandra Muniz, 
em uma tarde exaustiva de ENEM.

08. Nov. 2014 

18 maio 2014

Abrigar:



Sabe aquele dia que o mundo parece estar todo contra você? E o que você mais desejar é encontrar um abrigo seguro? E geralmente esse abrigo é alguém, alguém que estar sempre ali, pronto pra te proteger.  Então você o procura e deságua todas suas dores, suas feridas, lagrimas e ânsias.
Depois você já pode sorrir, seguir, o mundo não parece mais tão assustador; você se sente em paz, leve, graças aquele colo tão acolhedor.   
Pena que na maioria das vezes a gente acaba não retribuindo tanta atenção, despejamos tudo e nem ao menos perguntamos se a pessoa estava tendo um bom dia.

E na maioria dos dias não estar, tudo que aquela pessoa precisa também é de um abrigo, colo, ouvido e quem sabe de você.


Mas ela continua ali, guardando sempre suas dores no bolso pra cuidar das suas. 







Sobre um final de semana cinza. 

07 março 2014

Ando um pouco cansada demais



Noite de sexta-feira e eu me encontro aqui relendo postagens antigas, ao som de Chico Buarque, Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Não posso negar que estou muito bem acompanhada.
Ando cansada demais pra aproveitar a noite como a maioria das pessoas da minha idade estão fazendo.  Tudo que eu tenho procurado nos últimos tempos é diminuir a barulheira do mundo lá fora. E quando eu consigo diminuir o volume, escuto minha alma gritar "Garota, para! Relaxa e tira um tempo pra ficar comigo, sinto sua falta."
Acho que tô precisando conversar comigo um pouco. Talvez esse seja o motivo que me trouxe aqui, buscar  fragmentos meus pedidos com as preocupações e responsabilidades que me cercam hoje, vim tentar lembrar como eu costumava ser e com que costumava sonhar.
Acho que não nasci pra ser gente grande! :'(



Diandra Muniz

31 março 2013

Vou encarar o salto




E eu, que nunca soube entrar nas coisas pela metade, amar com moderação, manter os pés no chão, acho que agora aprendi . Acho que, hoje, o medo esmagou um pouco aquela inocência de acreditar em ‘felizes para sempre’, ‘amor da minha vida’, mas sem desacreditar no amor . Por algum tempo eu fiquei me perguntando quais as razões que levam uma pessoa a viver uma história de mentira, a fingir que ama, a fazer promessas sabendo que não vai cumprir . Sei lá se as pessoas mentem, ou se enganam . Sei lá se é por maldade . Sei lá .
O passado passou . Mas não é bonito lembrar . Não é bom puxar na memória os momentos bonitos, porque, inevitavelmente, os feios vêm junto . Então virou aprendizado, e só . Principalmente, do que não fazer . Do que não quero em um homem . Do que eu dispenso no amor . Do que (Na minha opinião) não deve existir em uma relação .
E, embora seja clichê, uma das maiores certezas que tenho, é que quase tudo tem lado bom . Até os tombos, que me deixaram mais resistente as quedas . Até as ausências, que me fizeram notar que posso viver sem determinadas pessoas .
Até as partidas, de gente que trazia pra minha vida mais lágrimas do que sorrisos, e acabaram abrindo espaço pra gente bonita de alma entrar .
O que eu sei é que a dor ensina . Que do chão a gente – realmente – não passa . Que um dia a gente levanta . Que dor de amor que acaba, pode ser transformada em esperança de dias mais bonitos, ao lado de quem sabe amar de verdade . Hoje, eu tenho evitado alguns voos, por medo do tombo . Mas eu tenho certeza, que quando aparecer a pessoa certa, assim, com um jeito-torto-parecido-com-o-meu, eu vou criar coragem, e de mãos dadas com ela, vou encarar o salto . (E confiar) De olhos fechados, e coração bem aberto .
Amém .

Karla Tabalipa

25 março 2013

Essência, é isso que encanta



Todo mundo já ouviu falar em amor à primeira vista, eu não sei se isso é apenas uma história ou se acontece realmente. Comigo pelo menos nunca aconteceu.
Minhas paixões sempre vieram depois de algumas longas horas de conversas, SMS trocadas, sorrisos, olhares e afinidades. Não sei como seria me apaixonar a 1º vista, como diria Antoine Saint-Exupéry: O Essencial é Invisível aos Olhos.
Acho que o amor só nasce através da essência do outro, o amor vai muito além da superfície. E é isso que unicamente me interessa em alguém: sua essência.
Talvez por isso eu nunca descubra se essa história de amor à primeira vista existe, pois meus olhos até hoje nunca reconheceram aqueles que amei antes que meu coração conhecesse sua essência. E quem sabe eles até já avistaram o meu novo amor, talvez ele possa está bem perto, mas pra reconhecê-lo, preciso enxergá-lo com os olhos do coração.  

14 março 2013

Será que eles sabem o que é amor?



Ultimamente passo a maioria do meu tempo na internet, principalmente nas redes sociais. E fico reparando como anda efêmeros os relacionamentos de hoje em dia. Numa noite mudam o status para relacionamento sério. No dia seguinte já estão trocando juras de amor eterno e dizendo que não conseguem mais viverem separados. Dois dias depois o status muda para solteiro e os eternos apaixonados levantam a bandeira: melhor sozinho que mal acompanhado. Alguns dias passam e lá estão eles mudando novamente o status, e dizendo eu te amo pra outras pessoas.
Ai fico me perguntando como eles conseguem. Será amor à primeira vista? Será que existe amor à primeira vista? Será que eles sabem o que é amor? Vasculho todas minhas suposições e não encontro resposta. Como alguém diz: eu te amo, como se tivesse dizendo qualquer outra frase do mundo.
Isso me dá medo, medo que as pessoas não saibam mais o real significado dessa afirmação, que só saibam falar essa frase oca, sem sentimento, só porque acham que são obrigados a dizer eu te amo ou porque acham bonito dizerem isso. Tudo bem que o objetivo é estarmos com alguém que amamos. Mas nem sempre ter alguém, é sinônimo que se ama alguém.
Agora deveria ser àquela hora que eu explico o que é o amor. Oras, o amor é inexplicável, eu passaria horas escrevendo e não conseguiria defini-lo. Mas de uma coisa estou certa, o amor não é nem de longe o que vocês declaram nas redes sociais. 


09 março 2013

Como você tá?



Não aguento mais responder essa pergunta, principalmente pra quem não se importa realmente com minhas respostas. Toda vez que alguém pergunta como estou... Vem um turbilhão pronto pra desaguar:
- Não estou bem, nada bem. Estou me sentido uma inútil, incompetente, cheia de frustrações. Todo dia seguro o choro, as vezes não aguento e choro feito criança. Meu nível de estresse só aumenta, e cada dia que passa fico mais à flor da pele, mais triste e sem brilho.
Mas eu só respondo o que todos esperam ouvir: - estou bem.
Hoje encontrei uma amiga que me perguntou como eu estava, me atrevi a dizer que não estava bem. Logo, ela mandou eu não falar assim, que eu estava bem sim, com saúde.
Segurei o choro e sorri amarelado e pensei, eu não estou bem e não posso dizer que estou bem só porque estou com saúde, tá certo que tem gente em situações bem piores que a minha. Mais isso não significa que estou bem.
Afinal, quem disse que eu nasci pra sobreviver? Eu nasci pra VIVER! Com letras maiúsculas. 
E esse estado de inercia que me encontro, tem me roubado a paciência, o sono e a leveza.
Preciso urgente achar uma saída, ou então vou ter que continuar mentindo: - Estou bem!




07 março 2013

De quem voltou... Mas não pra ficar...

Trilha sonora desse momento  ♪


Ele: - Oi, quanto tempo! Será que eu podia entrar? 
Ela: -Oi... Claro, entra. 
Foi o que ela conseguiu falar, enquanto a cabeça reprisava todas as lembranças que ela custou tanto pra esquecer.
Ele: - Você deve estar surpresa com minha visita, assim de repente.
Ela - Sim, meio estranho. 
Ele: - Tentei falar com você algumas vezes, você mudou seu número né?
Ela: - Sim, mudei... Faz alguns anos já. 
(Mudei o meu número, e-mail, perfume, gosto musical, lugares pra frequentar, paladar, amizades...)
Ele: - imaginei que sim. Bom eu queria que você soubesse que apesar de todos esses anos eu nunca te esqueci, e que te deixar foi a pior decisão da minha vida. Queria ter tido coragem de ter dito isso pra você antes, mas não deu.
Ela: Você não sabe o quanto imaginei e desejei esse encontro. Agora que você tá aqui na minha frente, as perguntas, xingamentos e raiva sumiram, que raiva de mim!
Conversaram um pouco sobre tudo, sobre eles, sobre os caminhos que tinham pegado. E sobre principalmente as lembranças do passado. Até que:
Ele: - Se você quisesse a gente podia tentar de novo. O que acha?
Ela: - Não sei, tenho medo de reabrir minhas cicatrizes. Melhor não. Acho melhor deixarmos como tá.
Ele: - Compreendo, posso te dá um abraço pelo menos?
Ela: - tá, um abraço não vai me arrancar pedaços, eu acho.
Eles se abraçaram, primeiramente como dois estranhos, em seguida o abraço foi ficando cada vez mais apertado... Ela derramou algumas lagrimas, aquele abraço fez ela se tele transportar diretamente pro passado. A quem diga que máquina do tempo não existem, mas aquele abraço era uma. O abraço estava quase os sufocando, mas eles se abraçavam cada vez mais forte. Até que por um impulso de lucidez, ela o afastou e pediu pra ele ir embora, já estava tarde... então ele se foi, mais uma vez. 
A companhia tocou, ela correu, mas dessa vez era a pizza pra sua decepção. Recebeu a pizza como se recebe uma má noticia, e entrou. Jogou a pizza em cima da mesa, voltou para verificar se tinha fechado a porta e se deparou com Ele plantado na sua sala.
Ele: - Desculpa, a porta tava aberta. Esqueci uma coisa na sua casa.
Ela: - o quê?
Ele se aproximou, agarrou pela cintura e disse: você! Antes de beijá-la. Ela não resistiu, e se beijaram desesperadamente como se o mundo tivesse acabando e eles não tivessem outra chance. As peças de roupas deles começaram a voar e decorar o apartamento dela. Até que os dois encontraram a cama, se amaram como dois jovens na sua primeira vez, e lembraram o quanto o dois eram bons juntos, no final de tudo ela deitou no abraço dele e adormeceu.
Acordou no meio da madrugada, olhou pro outro lado da cama e viu aquele cara dormindo, aquele que ela tanto amou, mas que hoje mal sabia quem era. Levantou-se, foi na cozinha e começou a comer pizza, mas tava gelada, então colocou no micro-ondas. Agora a pizza estava quente novamente, mas não tinha o mesmo sabor.
Voltou por quarto e percebeu que eles eram como aquela pizza requentada, tinham muito em comum ainda, mas não tinham o mesmo sabor. Vestiu a roupa, esperou ele acordar pra dizê-lo: o quanto foi boa a noite, o quanto foi bom ele ter reaparecido e esclarecidos as coisas e quanto era bom está colocando um ponto final naquela história.

- Desculpa, mais nós passamos do prazo de validade. Quero alguém saindo do forno, com o novo sabor. Com gosto de amor, confiança, respeito, companheirismo, sorrisos sinceros. Algo mais saudável que você, as magoas e as lagrimas que já derramei por sua causa.

Adeus, mudei o número do meu celular e meu paladar também!

Se cuida!


Leia o começo dessa historia aqui!

04 março 2013

30 coisas sobre mim



01.   Meu nome é Diandra Eugênia Muniz, prazer. Moro no interior do Ceara, onde todo mundo conhece e dá palpite na vida de tudo mundo. Afinal não temos cinema e nem shopping..rs. Uns me chamam de Dih, Didha, Nega, Didi e Eugênia.
02.  Sou sentimental ao extremo, sincera e intensa nas minhas relações.
03.  Não tem um dia que eu não derrame uma lagrima, sou chorona, tipo manteiga derretida.
04.  Odeio melão, abacate, pepino, cajá, murici... e hipocrisia!
05.  Tenho uma ligação muito intensa com mar, não resisto ao seus mistérios e beleza. Meu maior calmante.
06.  A maioria das pessoas não vão com a minha cara, até me conhecerem direito. Eu sou aquela que falo o que penso, e não tenho vergonha de ser  realmente o que sou na frente dos outros.
07.  Eu tenho uma caixa de recordações, que vai de uma tampa de Nescau furada a poemas de amor.
08.  Amo usar perfume de bebê, principalmente pra dormir.
09.  Sou extremamente dependente de música, ouça música pra acordar, dormir, banhar, estudar, enfim.
10.   Sou metida a costureira, artesã, enfim sou uma pessoa criativa.
11. Gosto de escrever, é uma boa maneira de desabafar e organizar as ideias.
12. Nos estudos eu sou a aluna média, não é que eu não gosto estudar, é que eu sou muito tipo (depois eu estudo.) e chega na hora, quem disse que eu estudei? é acho que isso chama preguiça mesmo!
13. Sou totalmente inconstante, momentos radiando de felicidade e segundos depois numa tristeza sem fim. Hora sou uma matraca e outras um poço profundo de silencio.
14. Meu número preferido é 23, acho que porque é o dia em que eu nasci, mas é um número bonito.
15. Eu fui uma criança traquina, minha mãe e meu pai sempre diziam que eu devia ter nascido homem. Bom, o que posso fazer se sempre gostei de viver.
16. Sou míope, uso óculos dês dos meus 12 anos. Queria usar lentes, fiz o teste mais não suportei a gastura, vou tentar de novo.
17. Amo frio e não suporto calor. Sou apaixonada por chuva, pode ter certeza que toda vez que uma chuva começa eu vou estar sorrindo e me segurando pra não ir banhar, nem sempre resisto.
18. Minhas bebidas favoritas são agua, agua de coco, suco de caju, Fanta uva e Martini Bianco. 
19. Eu amo carnaval, samba e tudo que me lembre batida de latas.
20. Adoro ser surpreendida, sempre.
21. Sou apaixonada por sorrisos.
22. Não consigo dormir cedo, sou um bicho noturno. E quando durmo não quero mais acordar..rs
23. Dançar é uma das minhas maiores válvulas de escape.
 24. Sou super intuitiva, se existe sexto sentido, o meu é bem aguçado. 
25. Não assisto filmes de terror, tenho medo. 
26. Já fui apaixonadas por sapos, tinha coleção, hoje não coleciono nada. 
27. Todo dia quando acordo tenho uma crise de espirros. 
28. Tenho um violão e não sei tocar. Sonho no dia que vou tocar ele pra fugir do mundo real. 
29. Tomo mingau quase todo dia. Ahh sou kiança ainda! ;P 
30. Talvez essas não sejam minhas principais ou mais marcantes características, talvez eu nem saiba defini quais são. Mas foram as que sugiram na minha mente agora. ;)

27 fevereiro 2013

"Estou ...

... dentro da sua mais doce lembrança, do seu ponto mais fraco. Não faço seu estilo, mais te completo. Sou como uma brisa que passou por você, e que você de alguma maneira tentou segurar, sou o que você chama de ponto fraco, e me doí ser tudo isso, quando o que eu só queria ser, sua .”

26 fevereiro 2013

Preciso da solidão



De vez em quando eu acordo falante, outras vezes quero ficar bem quieta, respondendo sim ou não, sem ninguém reclamando que estou monossilábica. Em alguns dias adoro o meu cabelo ondulado, já em outros tenho vontade de passar a máquina na juba. Tenho insônia, mas não é frequente. Ela, por óbvio, escolhe as melhores noites para me visitar. Em geral é quando eu preciso mesmo ter uma boa e tranquila noite de sono. Vivo me embolando nos meus compromissos, perco o foco com facilidade. Esqueço coisas, preciso fazer listas. De vez em quando me dá uma tara, acordo e resolvo organizar todos os armários, gavetinhas e gavetonas. Acordo com aquele humor incrível e acho que nada, nada vai me abalar. Em outras ocasiões, meu humor é péssimo, até eu tenho medo de mim, pois a voz das pessoas me irrita. A cara. O jeito. As perguntas. Um determinado olhar. Tudo é motivo para encher o baú da minha irritação. Sou explosiva. Minha raiva vai até ali e dá choque, faíscas para todo o lado, salve-se quem puder. Depois passa, não guardo mágoa, elas dão marcas de expressão. Você sabe, perto dos trinta elas começam a aparecer.


Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei faculdades, relacionamentos, livros, alguns planos.



De vez em quando eu me repito. Às vezes coloco vírgulas em lugares errados. Tenho uma mania ordinária de corrigir as pessoas. Quando eu não sei como agir dou risada. Se eu não gosto de alguém fecho a cara. Não consigo fingir que tá tudo bem, quem faz isso pra mim é mestre - da falsidade. Sou radical ao extremo. E meu coração é mole. Mas até ele precisa ficar sozinho de vez em quando.



Dia desses a minha casa estava repleta de gente. Eu disse cheia mesmo. Sim, eram pessoas de bem, limpinhas, que eu gosto e me são importantes. Isso nada tem a ver com o fato de querer estar só. Por incrível que pareça não sou um bicho, gosto de gente. É bem verdade que prefiro animais, são mais sinceros. A casa estava cheia, tão cheia que eu nem tinha lugar para dormir. Então fiquei pensando: como as pessoas conseguem (con)viver com outras? Talvez eu não saiba viver em sociedade. Desde pequena aprendi a dividir, tenho um irmão. Quem tem irmão sabe que a gente divide carinho, atenção, chocolate e brinquedo. Mas eu não sei dividir a minha solidão. Acho que ela me alimenta, me dá forças. Preciso ter diariamente uns momentos meus. Sem barulho externo, sem conversa alheia, sem olhos atentos. Só eu e minhas confusões. Casa cheia, gente amada, o único lugar que eu estava só era no banho. Então eu tomava banho seis vezes por dia, pra ficar sozinha.



Você não quer acreditar, mas isso é normal. Quem gosta da própria companhia sabe do que eu estou falando!

21 dezembro 2012

Vem!


O que eu queria mesmo é que você chegasse, mas não pode chegar por chegar, e sim, vem para cuidar, cuidar de mim. Sabe, cansa sair e conhecer as pessoas pela metade, eu quero alguém para a vida toda, já aproveitei muito sozinho. Vem, me faz totalmente feliz agora, deixa eu sentir o prazer com o amor, dizem que é tão bom fazer amor com quem se ama, porque desejar, isso é fácil, eu posso sentir vontade em todos que eu olhar, mas vontade vem e passa, e tudo o que passa eu to correndo, eu quero algo que fique, fixe, fica aqui, fixe em mim, eu juro que vou aprender a cuidar de você, vou saber arrumar a cama na sala, para deitarmos e ficarmos fazendo nossos planos de amor. Eu quero você agora, seja em qual for o momento. Se você chegar agora, e o momento for ruim, eu faço isso inverter, eu começo a criar uma história com você. Uma história boa. Olha aqui, eu estou morrendo de vontade de que você chegue, eu quero muito começar fazer loucuras, loucuras de amor. Eu acho muito lindo essas coisas, eu sempre me imaginei gritando loucamente de amor por alguém, na rua, as 4:00am, enquanto todos dormiam, a gente iria se amar na rua, na chuva, na lama, onde for, com você, meu bem, eu faço o que for, eu vou onde for, mas você precisa chegar. Eu quero começar a traças planos, concretizar sonhos, mas todas as vezes que tento fazer isso sozinho, não consigo, sei lá, me sinto incompleto, eu preciso de alguma base, algum sustento, eu preciso é de você. Todos meus amigos estão lá, com alguém, mas amanha ao acordar, quem são? Daqui há 1 semana, mês, meses, ano ou anos, vão se encontrar na rua e não irão se reconhecer, não da, não consigo, eu particularmente não me sentiria bem, mas fazer o que? Parece que para você ser completo, precisa disso. Por mais que só dure uma noite, precisam de quantidade, mas por favor, entendam, eu quero só alguém que tenha qualidade, que me veja como eu preciso ser visto. Estou esperando você, sala branca, com móveis rebaixados e televisão suspensa, essa será a nossa sala. Quarto chão madeira, cama box e um quadro com nossa primeira foto, mas em cima, de vidro. Os planos estão sendo formados, só falta você chegar, se quiser aparecer agora, eu vou estar disposto a te dar tudo, todo amor, todo prazer, todo o sustento, mas você precisa ir comigo até o fim, meu bem, meu amor, seja o que for. Não venha pela metade, nunca. Sabe por que? O que vem pela metade, se desfaz, acaba, e nós, eu quero guardar tudo o que vivermos, tudo o que passarmos. Eu vou escrever tudo, para que um dia, quando estivermos velhinhos, eu ler tudo para você, letra por letra, linha por linha, frase por frase, relembrar tudo, com uma vontade imensa de voltar no tempo, não para viver de novo, mas só para relembrar cada beijo, cada olhar e casa sorriso seu. Vem!

Felipe sallles

17 dezembro 2012

Estou indo de volta pra casa


Sabe quando você não consegue segurar o choro? Quando a vontade é tamanha que você não liga pra onde esteja ou com quem e simplesmente chora e tenta aliviar a angústia que domina seu peito. É o que está acontecendo comigo agora. Estou em um ônibus lotado indo para casa de férias definitivas. É estou chorando na viagem de ida pra férias. É realmente sou muito estranha mesmo, os outros vão felizes e rindo curtir as férias e eu vou com uma dor enorme no peito, que de tão forte transbordou pelos olhos e me fez roubar a atenção e a curiosidade dessas pessoas estranhas. As pessoas ficam felizes pelas férias porque sabem que é somente uma pausa na rotina. No meu caso é uma despedida a uma rotina,a uma fase da minha vida. Sei que voltarei nessa cidade diversas vezes, quem sabe essa semana ainda talvez. Mas não vou pertencer mais a esse lugar, vou vim só de passagem. Estou feito criança sentada na janela do ônibus atenta aos detalhes da cidade, as lágrimas insistem em cair. Mesmo com os fones de ouvindo no volume máximo e ouvindo um samba os pensamentos e as lembranças não silenciam, elas gritam cada vez mais alto. Tentei dormir também e fugir dessa agonia, é uma tarefa impossível com esse calor. Resolvi escrever agora, quem sabe as lágrimas que mancham meus óculos diminuam através de palavras. O que mais me pesa é a incerteza de um reencontro com aqueles que convivi durante anos. O que mais me machuca é o medo de entregar a chave do meu apartamento e esquecer trancado lá alguma das minhas memorias. Ontem comecei a encaixota lembranças pra mudança e coisas esquecidas surgiram e me trouxeram sorrisos e lágrimas de saudade. Eu sei que deve ser loucura minha esse apego com as lembranças e minha ‘antiga’ rotina, mais essas coisas são as que tenho certeza que são realmente minhas, é o meu passado e vai sempre esta comigo e ninguém pode me tirar isso, a não ser o mestre que tudo pode, o tempo, transformando tudo em lembranças e que serão perdidas no fundo da minha caixa de recordações, meu coração. 


17.12.12
Diandra Muniz
Numa viagem quente e com gosto salgado da saudade...

12 dezembro 2012

Eu já vivi um amor assim. Aos que não viveram, permitam-se...








"O que existe além do que já foi dito sobre o amor?
Toda minha vida pautada em amores que tive ou gostaria de ter
Falando sobre os que tive, também não tenho muito que dizer.
Amei e fui muito bem amada. Mas foi um amor, um único amor. Que veio cruzou minha alma e ficou marcado em minha pele.
Todos nos carregamos com nós uma história.
Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo.
Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem.
Mas então, numa quinta-feira a tarde de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido. Percebemos que amor igual não há e aquela pessoa continua e continuará a ser nossa referencia afetiva mais sincera e profunda.
Não é doença nem obsessão. Alias não e nada, só amor. Amor dos bons, daqueles que são únicos e maravilhosos, que acontecem poucas vezes na vida das pessoas. Daqueles amores que ficam e que teremos que conviver com ele como algo concreto e parte de nossas vidas.
Que alma consegue atravessar a vida sem ter conhecido o amor? E quem sabe ter a sorte de ser correspondido? Que vida vale a pena sem amor?
Nenhum sentimento é mais lindo profundo e transformador que o amor.
Só amor transcende e purifica, enlouquece, cura, invade, permanece, liberta e aprisiona.
Quando acontece é um som grave que penetra invade e permanece.
Não compliquem e nem elaborem o sentimento mais incrível e poderoso de todos.
Permitam que eles cheguem e se instale. Porque o resto são bobagens meninos, bobagens."

26 novembro 2012

Nasci pra andar sempre de mãos dadas com a minha liberdade e com o amor que me move.




Quer meu amor, carinho, respeito e admiração? Me deixa livre, me deixa solta, não me pressiona, não me força, não me prende. Mas ao mesmo tempo me mostra que tenho pra onde voltar, que tenho abrigo, que tenho colo, que tenho conforto e, de quebra, um cafuné pra me fazer companhia nas noites vazias.

Não sou tão difícil assim de desvendar. Meus olhos nunca souberam mentir, apesar da minha boca dizer certas coisas que nem sempre são sinceras. Me desculpe, mas é que às vezes preciso fingir. [...] Dizem que o amor machuca, eu tenho esse lado infantil que se atira sem pensar e esse lado adulto que se preocupa com os tombos que surgem no meio dessa difícil estrada que é o sentir. 

Tenho um bocado de coisas pra aprender, meu coração ainda é criança. Sofro por coisas bobas, me preocupo com o que ninguém vê. O invisível sempre me interessou demais. Aquilo que a gente não consegue tocar, mas que consegue sentir profundamente. E eu sinto tanto, tanto. Me confundo no meio de tantos sentimentos bons, contraditórios, sem nome, sem nexo. Nem sempre sentir esclarece as coisas, não. Muitas vezes o sentir só atrapalha tudo e deixa a gente ainda mais enrolado. Mas que graça a vida teria se não fossem esses gostinhos doces e salgados, alternando, se misturando, lutando entre si? Nenhuma. Por isso, aceito resignada o que me foi destinado. Nasci pra andar sempre de mãos dadas com a minha liberdade e com o amor que me move e me faz sentir cada coisa de forma arrebatadora. E vou viver assim até o último dia da minha vida

17 outubro 2012

Corpo e alma, até o final!


"Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem “E se”. A gente completa o percurso e às vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre a flor da pele. Somos damas, somos dramas, acostumem-se. Mulher não é boneca inflável, só tem quem pode! Levar muitos corpos pra cama é fácil, quero ver aguentar o tranco de conquistar corpo e alma, até o final."



 — Tati Bernardi.  

30 agosto 2012

Sou dessas...


De poesias manchadas no guardanapo que interrompem bate-papo de bar. De foto três por quatro morando na carteira. De choro. De olho no olho. De amor à primeira vista. De gostar de abraços largos. De não dá-los. De vontades que explodem e preenchem o caminho de volta para casa. De madrugadas. De planos abertos pelo retrovisor do carro. De baixar a cabeça e fugir para o balcão. Uma cerveja e dois copos! De dedos costurados dentro de uma sala de cinema escura. De nuca. De nunca mais vou beber. De flerte no meio de trombadas. De meias palavras. De tudo escrito. De tudo acabado desta vez. De voltar atrás.De olhar de longe. De fingir que não viu. De mentir que não fuça. De declarações duras. De tapas leves. Que dizem verdades. De acreditar em vou aparecer mais. De não rasgar fotos. De escrever pessoas em uma bexiga de gás e olhar para o céu enquanto elas se apagam de mim. De cair na mesma história. De novo. Do mesmo jeito. De não prevenir nenhum desgosto. De passar a borracha em um número de telefone. De esquecer que passou. De contar que passou. E esquecer também que contou. De ligações no dia seguinte. De ligações perdidas. De propósito. De alôs mais gagos que convites. Ao vivo. De desligar o telefone e deixar o silêncio dialogar. E de atacar as reticências às páginas brancas. De me conhecer só assim, já que sou dessas que gostam de.

15 agosto 2012

Não espere a vida dar merda para colocar a culpa na vida.



Não deixe quebrar, não deixe romper, não deixe virar grafite envelhecido e esquecido como qualquer contrato sem alma. Corra e cole os pedaços, corra e segure meus pés no chão porque eu estou quase voando, ou me faça voar novamente com você. (...) Venha logo, traga de volta a minha certeza, não deixe, por favor, não deixe. Traga um agasalho para esquentar a minha falta de amor e ganhe em troca um ingresso para a minha fidelidade. Não espere o horário do trânsito livre, não espere ouvir o que você não quer, não espere a vida dar merda para colocar a culpa na vida. Eu ainda estou aqui por você, limpa, ilesa, sua. Mas cada milímetro do meu corpo me implora por vida, por magia, por encantamento. Por favor, me roube, não deixe, não esqueça do nosso pacto em não ser mais um daqueles casais que não conversam no restaurante e reparam tristes nos outros. Outro dia ouvi a música do Closer e lembrei o tanto que eu te amava, o tanto que ainda te amo, mas havia esquecido. Eu lembrei que enxergar sem pretensões você dormindo, com o seu ombro caído pra frente fazendo bochechas de criança na sua cara feliz, é a visão do paraíso pra mim. Eu preciso de força, eu preciso de ajuda, eu preciso que você me lembre de que eu não preciso de mais nada, que mais nada é tão perfeito e que podemos ser um casal imbatível. Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo. Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto. Venha agora, não espere o músculo, a piada, o botão, o calo, a saudade, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego. Tudo o que eu quero, quando ela me olha sem pressa e sorri nervosa sem saber porque a gente procura se perder. Eu ainda preciso que você me ache bonita, se surpreenda, me comemore e esqueça um pouco de todo o resto pra se encantar sem medo do tempo. Não me tire a razão, não me tire a honra, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Berre e assopre em mim enquanto é tempo. Eu ainda quero viver para você. Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final.

Tati Bernadi

Você está me fazendo desistir de você, e quando eu desistir, por favor, não me peça pra voltar.



Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo. Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer.