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27 março 2017

Roda gigante da vida



"Roda mundo, roda gigante/ Rodamoinho, roda pião/
 O tempo rodou num instante/ Nas voltas do meu coração."
 (Chico Buarque)


Eu já perdi as contas de quantas vezes abri o editor de postagem desse blog, foram inúmeras tentativas de confessar algo aqui, mas sempre deixava para a próxima vez. 
Faz uns dias que mudei o visual daqui, talvez para me sentir mais a vontade ou sei lá, mas se você estiver lendo isso, é porque de alguma maneira essa manobra funcionou. 
Muita coisa mudou desde da última vez que vim aqui, ainda estou em busca da minha estrada de tijolos amarelos, alguma coisa que me diz que estou mais perto de achar do que estava na ultima vez. 
Minha vida mudou quase que completamente nesses últimos quatro meses, todos os campos da minha vida sofreram alterações, algumas boas, outras ruins, mas é isso, a vida não pode ser estável. 
Acho que nunca senti tanto medo de perder alguém na minha vida como senti há 4 meses, minha Vó (única que tenho, meu anjo de luz) teve uma crise de memória e voltou a ser uma criança, ainda bem que isso só durou 24h, as horas mais apavorantes e desesperadas que vivi (lágrimas se fazendo presente agora), perder alguém é terrível, mas perde alguém em vida e essa pessoa ser a sua maior referência e fonte de inspiração é totalmente sem explicação. Ela está agora ali no quarto dela, dormindo como um anjo de luz (ela costuma me chamar assim), e eu sou muito grata a Deus por isso, por ter ela nos meus dias, se eu amava ela antes disso, depois disso esse amor só aumentou e só aumenta a cada amanhecer, inexplicavelmente. 
 Nesses meses também, já mudei três vezes de emprego, e nesse exato momento estou desempregada, esperando uma empresa ligar alguns simples cabos, mas que só podem ser ligados por ela, porque moramos no Brasil, as coisas aqui tem de ser burocráticas. 
Eu tive chance de permanecer no mesmo local que estava trabalhando há 4 anos, mas eu não quis, eu não quis permanecer, primeiro por conta da Energia que aquele local hoje tem, me enfraquece, trava meu riso e pesa meu coração, eu saí sem saber para onde iria, mas a única coisa que eu não queria era ficar, meu coração sangra até hoje por ter sido uma saída rápida demais, onde não tive oportunidade de abraçar cada pequeno meu e dizer que a tia iria continuar mandando todas as boas energias para eles, agora sempre que tenho a oportunidade de encontrar um pelo caminho, eu falo, eu abraço e eu sinto saudade. Mas não me arrependo das minhas escolhas, estou indo morar na beira da praia, acredita?! Ao dobrar a esquina de casa para ir trabalhar ou para voltar do trabalho, dou de cara com um mar imenso, com ondas imensas, e eu me sinto em paz por alguns segundos. Quando a madrugada vai chegando e o a cal(mar)ia também, consigo ouvir o som das ondas quebrando na praia, deitada na minha cama de pallets, feita todinha por mim. 
 Nesse meio tempo, perdi algumas pessoas, ganhei outras, fortaleci vínculos e preferi cortar vínculos com outras também. 
Alguns sonhos foram embora junto com algumas pessoas, outros perderam o sentido e alguns estão florescendo aqui dentro.
Hoje, 27 de março de 2017, eu me sinto uma mulher forte, hoje eu me amo como nunca tinha ousado. 
Eu sempre ouvi muitas pessoas me dizendo que eu era uma mulher forte, corajosa e admirável, para falar a verdade nunca me senti assim, nunca achei que fosse forte, mas hoje me sinto forte, me percebo assim, e é uma sensação incrível (lágrimas voltaram), hoje eu me sinto tão Diandra, tão minha, tão dona de mim e das minhas vontades, eu já não travo mais, não cavo um buraco fundo para me esconder e me proteger quando as coisas querem desabar, eu bato o pé e falo o que tenho para falar, e isso é realmente libertador, eu já não me sinto só, eu amo ficar comigo, eu até sai outro dia desses para tomar um drink comigo, e modesta a parte, eu sou mesmo uma ótima companhia, eu sei que ainda tenho muito o que andar para me tornar a melhor versão de mim, para mim, mas eu sei que estou no caminho certo, pois estou seguindo o caminho do amor-próprio, e acho que esse realmente é o melhor caminho, todo mundo deveria trilha por essa estrada de mão única, até se aventurar em uma via de mão dupla. Me meti em algumas ciladas também, ciladas que me fizeram colar no espelho um post-it "Diandra, não ignore sua intuição!", não tem como, em outra vida eu fui bruxa, cigana ou vidente. Esse final de semana eu vi o sol nascer em uma roda de velhos amigos, e eu me senti em paz, e eu tenho mesmo encontrado a paz em pequenas coisas, em coisas cotidianas, a paz está em pequenos fragmentos de tempo que as vezes passam desapercebidos, mas eu venho aprimorando e aguçando meu paladar para essas coisas simples e cheias de paz, eu estou caminhando sozinha, não tenho destino certo, eu só quero ir, e eu sei que minha intuição saberá onde/quando eu devo parar, 

Algumas pessoas costumam fazer analogia entre a roda gigante e nossa vida, e realmente vejo sentido nisso, eu não sei exatamente em qual parte da roda eu estou agora, juro que é a primeira vez que estou andando em uma sozinha, e ao mesmo tempo que é uma sensação apavorante (eu tenho medo de roda gigante) é também mágica.



Alguns sentimentos ditos em uma madrugada fria e chuvosa de março.
27. mar. 2017
1:26AM , segunda-feira.

17 maio 2016

Em busca da minha estrada de tijolos amarelos




E quando a vida clama por mudanças?
Quando não consegue mais abafar os gritos do seu interior?

A cada dia que passa cresce em mim uma vontade de mudança. Um questionamento me persegue a cada hora do dia: Essa é a vida que você quer viver? E a cada noite, ao apagar das luzes, ao deitar a cabeça no travesseiro pra descansar o cansaço do mundo, tenho mais certeza que não estou, que não estou no caminho certo, que preciso mudar. Mas mudar requer uma quebra total de todas as certezas, um confronto com aquilo que me separa da MINHA verdade.

Preciso urgentemente sair em busca da minha estrada de tijolos amarelos.

Estou extremante cansada das discussões que tenho travado comigo mesmo, tentando de alguma maneira abafar os gritos do meu interior. Cansada de engolir o choro, de carregar no peito as angústias. Preciso parar de pensar “e se...” e agir.

Sei que esse processo de (re)encontro, não será fácil, muito menos breve. Mas tenho convicção que depende tão somente de mim.

E quando encontrar os meus tijolos amarelos, poderei enfim, rodopiar levemente, tirando todo e qualquer peso, das costas e consciência. E estarei livre para “Sorrir com a boca; sorrir com a mente; sorrir com o fígado.” Como diria o velho xamã de Comer, rezar e amar.

09 março 2013

Como você tá?



Não aguento mais responder essa pergunta, principalmente pra quem não se importa realmente com minhas respostas. Toda vez que alguém pergunta como estou... Vem um turbilhão pronto pra desaguar:
- Não estou bem, nada bem. Estou me sentido uma inútil, incompetente, cheia de frustrações. Todo dia seguro o choro, as vezes não aguento e choro feito criança. Meu nível de estresse só aumenta, e cada dia que passa fico mais à flor da pele, mais triste e sem brilho.
Mas eu só respondo o que todos esperam ouvir: - estou bem.
Hoje encontrei uma amiga que me perguntou como eu estava, me atrevi a dizer que não estava bem. Logo, ela mandou eu não falar assim, que eu estava bem sim, com saúde.
Segurei o choro e sorri amarelado e pensei, eu não estou bem e não posso dizer que estou bem só porque estou com saúde, tá certo que tem gente em situações bem piores que a minha. Mais isso não significa que estou bem.
Afinal, quem disse que eu nasci pra sobreviver? Eu nasci pra VIVER! Com letras maiúsculas. 
E esse estado de inercia que me encontro, tem me roubado a paciência, o sono e a leveza.
Preciso urgente achar uma saída, ou então vou ter que continuar mentindo: - Estou bem!




13 fevereiro 2013

De quem veio e não ficou


- Oi, vim me despedir. Estou indo embora.
- Como assim, indo embora? Você disse que nunca soltaria minha mão!
- Desculpa, mas preciso ir agora...

E lá vai a pessoa que te prometeu amor, felicidade e eternidade e você fica estática olhando sua vida, seus sorrisos, planos, alegrias, confiança e o amor que existe em você indo embora dentro daquelas malas.
Então surge aquela pergunta inevitável, o que foi que eu fiz de errado? Porque ele tá indo embora? Depois vem a raiva, de você, dele, do amor, da vida e do mundo. Logo em seguida você simplesmente sofre, seu coração sangra e você não consegue enxergar a tal luz no final do túnel que todo mundo fala.
O dia amanhece e você continua ali deitada na sua cama olhando para o tom alaranjado do telhado. Você iria continuar o resto dia ali, a não ser porque seu celular alarmou: “Nota - vencimento do cartão de crédito hoje.” É, a vida não para e se você não levantar e for pagar essa fatura além de se afundar mais nessa fossa, vai se afundar nos juros exorbitantes do cartão. Melhor você ir.
Quando retorna decide dá um rumo a sua vida, quem sabe trocar de pele como se fosse uma cobra, deixando para trás todos aqueles lugares onde iam, as musicas que ouviam juntos, as fotos, os presentes, as lembranças, os planos, até seu perfume preferido você deixa pra trás, afinal era com esse cheiro que vocês se amavam. Agora você é uma nova pessoa, ou melhor, você é a mesma pessoa em uma nova pele.
Com o tempo a hemorragia do seu coração vai diminuindo e a luz vai começando a entrar e quanto mais o tempo passa você esquece de lembrar. E num belo dia você acorda e pensa: eu esqueci! Eu estou feliz novamente! Novas pessoas entram e saem da sua vida, alguns levam muito de você, têm outros que vem só pra te devolver algumas coisas e outras que só passam.
E numa sexta a noite sua campainha toca e você abre pronta pra pagar a pizza, mais quem está lá é um cara com algumas malas na mão, aquele mesmo cara que te prometeu eternidade e foi embora, aquelas mesmas malas que levaram seus melhores sorrisos, seus maiores planos e seu amor mais puro...



Continua...

05 janeiro 2013

E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira.



A gente quase completou um ano de namoro, quase. Faltou um mês ou um pouquinho mais, não lembro. Mas hoje, sem mais nem menos, completamos um ano de separação. Ano passado essa hora, exatamente a essa hora, eu lembro bem. Eu estava no show do U2 que você não quis ir comigo e me ocupava em perguntar, de dez em dez segundos, e de dez em dez pessoas, quando é que você iria me ligar e dizer que tinha pensado melhor. Quando? Você nunca ligou, nunquinha. E eu esperei, esperei, esperei tanto tempo, nossa, como eu esperei. Acho que eu nunca esperei tanto nada em toda a minha vida. Outro dia a Myla me perguntou o que você tinha me ensinado. A gente estava conversando sobre os legados que as pessoas deixam em nossas vidas e ela quis saber qual tinha sido o seu [...] posso dizer que foi você quem me ensinou a lição mais importante da minha vida: você me ensinou a sofrer. Eu nunca, nunca, nesses anos de vida, tinha sofrido. Nunca.
 Mas quando você, me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e acabei deixando a dor vencer. Pela primeira vez a realidade falou mais alto que a fantasia. Pela primeira vez a realidade da sua ausência falou mais alto que a fantasia de anos a sua espera. Sofri pra caralho, como diz por aí quem sofre pra caralho. Mais do que livros cabeças, músicas bacanas, frases inteligentes, lugares descolados ou posições sexuais, você me ensinou o que realmente importa aprender nessa vida: que a vida pode ser uma grande, imensa e gigantesca merda. É, ela pode ser. E que não existe porra de príncipe porra nenhuma. Que nem ninguém e nem nada pode te levar para longe de nada. É isso e pronto. E é assim pra todo mundo. E pronto. Qual o drama? A dor infinita dos dias infinitos que vieram depois do dia em que você se foi pra sempre veio misturada com toda a dor que eu não senti em todos esses anos.
A dor do seu pé na bunda trouxe tardes perdidas em odiar o mundo, cabeças viradas, corredores frios, papéis de parede beges e grupinhos festivos e fechados. A nossa dor acabou sendo toda a dor que fazia fila em mim para ser sentida. Mas agora já passa da meia noite. Não é mais nosso aniversário de fim e, pra te falar a verdade, eu já não sofro mais o nosso fim faz tempo. E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.

Tati Bernardi

17 dezembro 2012

Estou indo de volta pra casa


Sabe quando você não consegue segurar o choro? Quando a vontade é tamanha que você não liga pra onde esteja ou com quem e simplesmente chora e tenta aliviar a angústia que domina seu peito. É o que está acontecendo comigo agora. Estou em um ônibus lotado indo para casa de férias definitivas. É estou chorando na viagem de ida pra férias. É realmente sou muito estranha mesmo, os outros vão felizes e rindo curtir as férias e eu vou com uma dor enorme no peito, que de tão forte transbordou pelos olhos e me fez roubar a atenção e a curiosidade dessas pessoas estranhas. As pessoas ficam felizes pelas férias porque sabem que é somente uma pausa na rotina. No meu caso é uma despedida a uma rotina,a uma fase da minha vida. Sei que voltarei nessa cidade diversas vezes, quem sabe essa semana ainda talvez. Mas não vou pertencer mais a esse lugar, vou vim só de passagem. Estou feito criança sentada na janela do ônibus atenta aos detalhes da cidade, as lágrimas insistem em cair. Mesmo com os fones de ouvindo no volume máximo e ouvindo um samba os pensamentos e as lembranças não silenciam, elas gritam cada vez mais alto. Tentei dormir também e fugir dessa agonia, é uma tarefa impossível com esse calor. Resolvi escrever agora, quem sabe as lágrimas que mancham meus óculos diminuam através de palavras. O que mais me pesa é a incerteza de um reencontro com aqueles que convivi durante anos. O que mais me machuca é o medo de entregar a chave do meu apartamento e esquecer trancado lá alguma das minhas memorias. Ontem comecei a encaixota lembranças pra mudança e coisas esquecidas surgiram e me trouxeram sorrisos e lágrimas de saudade. Eu sei que deve ser loucura minha esse apego com as lembranças e minha ‘antiga’ rotina, mais essas coisas são as que tenho certeza que são realmente minhas, é o meu passado e vai sempre esta comigo e ninguém pode me tirar isso, a não ser o mestre que tudo pode, o tempo, transformando tudo em lembranças e que serão perdidas no fundo da minha caixa de recordações, meu coração. 


17.12.12
Diandra Muniz
Numa viagem quente e com gosto salgado da saudade...

05 dezembro 2012

Estou exausta...


Esses estão sendo dias difíceis, cada dia é um dia a menos. Os dias voam e cada vez o fim fica mais próximo e as batalhas ficam cada vez mais duras. E eu sinceramente não sei se vou ter forças suficientes pra enfrenta-las, todo dia é uma luta diferente, quando ganho uma, descubro que existe outra a ser vencida. Estou exausta, quero colo e sim já pensei em fugir, mas de nada adiantaria e por isso que estou de pé ainda.
Queria pelo menos uma mão estendida dizendo que tudo vai dá certo e se não der ela continuara estendida pra me ajudar a levantar.
Preciso ser firme e acreditar que eu vou conseguir, está tão perto... Preciso ser forte!
E eu vou conseguir vencer essa guerra, mesmo que saia mutilada e depois tenha que me refazer!

Escrevi e publiquei esse trecho a cima a cerca de 1 hora atrás enquanto esperava minha ultima reunião com meu orientador.
Mais me senti obrigada a vim aqui modificar essa postagem. 
Acabo de chegar da minha reunião e ao trocar a minha primeira palavra com meu orientador eu desabo no choro, foi uma confusão de sentimento, acho que desencadeada por um elogio feito a ele sobre meu trabalho. Enquanto as lagrimas rolavam, ele me pedia calma que tudo iria dá certo. 
No final do nosso encontro chegam na sala e avisam que o horário da apresentação foi modificado e agora eu seria a ultima acadêmica a apresentar o TCC no semestre 2012.2! E me disseram que eu iria fechar com chave de ouro!


Obrigada Senhor! Obrigada por aliviar minha angustia! Obrigada por me mostra que as batalhas são difíceis mais que eu sou capaz de vencê-las! ;)



22 dezembro 2010

Quero dividir meus erros, loucuras, beijos...





“Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar.
Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates…
Apague minhas interrogações.Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar! Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto.”
- Caio Fernando Abreu.