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07 março 2014

Ando um pouco cansada demais



Noite de sexta-feira e eu me encontro aqui relendo postagens antigas, ao som de Chico Buarque, Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Não posso negar que estou muito bem acompanhada.
Ando cansada demais pra aproveitar a noite como a maioria das pessoas da minha idade estão fazendo.  Tudo que eu tenho procurado nos últimos tempos é diminuir a barulheira do mundo lá fora. E quando eu consigo diminuir o volume, escuto minha alma gritar "Garota, para! Relaxa e tira um tempo pra ficar comigo, sinto sua falta."
Acho que tô precisando conversar comigo um pouco. Talvez esse seja o motivo que me trouxe aqui, buscar  fragmentos meus pedidos com as preocupações e responsabilidades que me cercam hoje, vim tentar lembrar como eu costumava ser e com que costumava sonhar.
Acho que não nasci pra ser gente grande! :'(



Diandra Muniz

31 março 2013

Vou encarar o salto




E eu, que nunca soube entrar nas coisas pela metade, amar com moderação, manter os pés no chão, acho que agora aprendi . Acho que, hoje, o medo esmagou um pouco aquela inocência de acreditar em ‘felizes para sempre’, ‘amor da minha vida’, mas sem desacreditar no amor . Por algum tempo eu fiquei me perguntando quais as razões que levam uma pessoa a viver uma história de mentira, a fingir que ama, a fazer promessas sabendo que não vai cumprir . Sei lá se as pessoas mentem, ou se enganam . Sei lá se é por maldade . Sei lá .
O passado passou . Mas não é bonito lembrar . Não é bom puxar na memória os momentos bonitos, porque, inevitavelmente, os feios vêm junto . Então virou aprendizado, e só . Principalmente, do que não fazer . Do que não quero em um homem . Do que eu dispenso no amor . Do que (Na minha opinião) não deve existir em uma relação .
E, embora seja clichê, uma das maiores certezas que tenho, é que quase tudo tem lado bom . Até os tombos, que me deixaram mais resistente as quedas . Até as ausências, que me fizeram notar que posso viver sem determinadas pessoas .
Até as partidas, de gente que trazia pra minha vida mais lágrimas do que sorrisos, e acabaram abrindo espaço pra gente bonita de alma entrar .
O que eu sei é que a dor ensina . Que do chão a gente – realmente – não passa . Que um dia a gente levanta . Que dor de amor que acaba, pode ser transformada em esperança de dias mais bonitos, ao lado de quem sabe amar de verdade . Hoje, eu tenho evitado alguns voos, por medo do tombo . Mas eu tenho certeza, que quando aparecer a pessoa certa, assim, com um jeito-torto-parecido-com-o-meu, eu vou criar coragem, e de mãos dadas com ela, vou encarar o salto . (E confiar) De olhos fechados, e coração bem aberto .
Amém .

Karla Tabalipa

26 fevereiro 2013

Preciso da solidão



De vez em quando eu acordo falante, outras vezes quero ficar bem quieta, respondendo sim ou não, sem ninguém reclamando que estou monossilábica. Em alguns dias adoro o meu cabelo ondulado, já em outros tenho vontade de passar a máquina na juba. Tenho insônia, mas não é frequente. Ela, por óbvio, escolhe as melhores noites para me visitar. Em geral é quando eu preciso mesmo ter uma boa e tranquila noite de sono. Vivo me embolando nos meus compromissos, perco o foco com facilidade. Esqueço coisas, preciso fazer listas. De vez em quando me dá uma tara, acordo e resolvo organizar todos os armários, gavetinhas e gavetonas. Acordo com aquele humor incrível e acho que nada, nada vai me abalar. Em outras ocasiões, meu humor é péssimo, até eu tenho medo de mim, pois a voz das pessoas me irrita. A cara. O jeito. As perguntas. Um determinado olhar. Tudo é motivo para encher o baú da minha irritação. Sou explosiva. Minha raiva vai até ali e dá choque, faíscas para todo o lado, salve-se quem puder. Depois passa, não guardo mágoa, elas dão marcas de expressão. Você sabe, perto dos trinta elas começam a aparecer.


Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei faculdades, relacionamentos, livros, alguns planos.



De vez em quando eu me repito. Às vezes coloco vírgulas em lugares errados. Tenho uma mania ordinária de corrigir as pessoas. Quando eu não sei como agir dou risada. Se eu não gosto de alguém fecho a cara. Não consigo fingir que tá tudo bem, quem faz isso pra mim é mestre - da falsidade. Sou radical ao extremo. E meu coração é mole. Mas até ele precisa ficar sozinho de vez em quando.



Dia desses a minha casa estava repleta de gente. Eu disse cheia mesmo. Sim, eram pessoas de bem, limpinhas, que eu gosto e me são importantes. Isso nada tem a ver com o fato de querer estar só. Por incrível que pareça não sou um bicho, gosto de gente. É bem verdade que prefiro animais, são mais sinceros. A casa estava cheia, tão cheia que eu nem tinha lugar para dormir. Então fiquei pensando: como as pessoas conseguem (con)viver com outras? Talvez eu não saiba viver em sociedade. Desde pequena aprendi a dividir, tenho um irmão. Quem tem irmão sabe que a gente divide carinho, atenção, chocolate e brinquedo. Mas eu não sei dividir a minha solidão. Acho que ela me alimenta, me dá forças. Preciso ter diariamente uns momentos meus. Sem barulho externo, sem conversa alheia, sem olhos atentos. Só eu e minhas confusões. Casa cheia, gente amada, o único lugar que eu estava só era no banho. Então eu tomava banho seis vezes por dia, pra ficar sozinha.



Você não quer acreditar, mas isso é normal. Quem gosta da própria companhia sabe do que eu estou falando!

16 dezembro 2012

Doce alegria



Hoje acordei mais feliz que o de costume, acordei cedo cantando e sorridente em pleno sábado e mais, com aula o dia inteiro. Estranho né? Talvez essa sensação fosses motivada pelo fato de ser a ultima aula da faculdade (assim espero, dá uma forcinha ai Papai do céu). A aula era sobre o Corpo. E o professor questionou se alguém já conseguir se sentir feliz de corpo inteiro. E eu prontamente respondi que hoje eu estava me sentindo assim e logo tive que explicar, na hora não soube responder apenas senti que estava feliz. Depois pensei sobre o assunto e vi que todos os ‘setores’ da minha vida estão nos trilhos ou pelo menos entrando neles.
Acabei lembrando dessa confissão aqui feita a mais de um ano atrás. E posso dizer que realmente mudei, não sei se por atitudes pensadas exatamente ou pelo simples fato de nada ser imutável. Mais hoje posso dizer-me uma pessoa bem-aventurada.
Na faculdade eu conseguir vencer as batalhas impostas (falta o resultado de uma, espero que tenha me saído vitoriosa também).
Profissão continuo ainda na categoria de estudante, mais isso mudara daqui alguns dias. Sinto-me mais animada, confiante e por que não dizer enamorada com minhas perspectivas.
No amor continuo a mesma romântica incurável de sempre (solteira também. ¬¬), mas jamais desacreditei no amor e na força dele. Espero que eu possa vivê-lo novamente e enquanto isso não acontece vou sonhando, falando e sentindo.
Como filha consegui me perdoa pelos erros e conseguir ‘gritar’ meu pedido de desculpa. Hoje estamos mais unidos do que nunca, pena que não sou mais tão pequenininha pra ser carregada no tuntun.
E por fim como Diandra, posso dizer que me aceitei e que me encontrei. Claro que essa busca por mim mesmo não acabou e nem vai acabar, mais a Diandra de hoje me agrada e me dá doces alegrias!
Ordem do dia: Obrigada meu Deus! Obrigada tempo! Obrigada!

31 outubro 2012

Livra-me da falta de leveza! Amém!



"Afasta de mim todo mal que persegue, que atravessa, que se faz presente sem ser notado. Afasta os que são desnecessários e indesejados. Afasta essa sensação de que as coisas não estão bem e, mesmo que elas não estejam, me faz enxergar o outro lado se o revés for mais bonito e der mais esperança. Silencia o meu peito e me deixa ouvir as batidas – sejam as da porta ou o ritmo do coração. Me mostra que o caminho de dentro é mais importante que o de fora, e que a pausa que antecede a linha de chegada pode evitar uns arranhões severos no corpo. Me mostra que a calma não é depressão e que isso tudo vai passar daqui a pouco. Se não passar, que eu consigo passar por isso. Se não passar, que eu consiga encontrar um lado bom no meio de tanta coisa ruim. Que eu me descubra em alguma paz, mesmo que a paz pareça não ser o tema desse texto – ou dessa oração."




Daniel Bovolento

20 outubro 2012

Nasci pra ser livre, mas preciso saber pra onde voltar




Eu não sou quem você pensa. Sou orgulhosa, exibida, não sei dizer não, detesto passar roupa, não lavo a louça no dia em que faço as unhas, tenho preguiça de gente lenta, penso sem parar, engato um assunto no outro, vivo com as pernas roxas, pois sou estabanada. Detesto abacate e arroz doce.

Gosto de abraçar apertado, beijar estalado, olhar no fundo do olho até desvendar a pessoa por inteiro. Já me enganei muito com as pessoas, já menti, já falei o que não devia, já meti os pés pelas mãos, já fui imatura e sem noção. Já saí na rua de cabelo sujo, unha descascada e perna cabeluda. Já tentei ser uma super mulher e desisti dez segundos depois. Já tentei seduzir e fazer jogo, mas não combina comigo, meus olhos sempre me entregam e eu começo a rir quando faço tipo. Nunca usei ninguém e detesto ser usada. Nunca traí nem fui desleal, palavra pra mim é coisa séria.


Meu lado criança acha que um dia vai mudar o mundo. Meu lado adulto também. Prefiro cachorros, mas acho bonito o jeito que os gatos se movem. Adoro animais em geral, menos insetos e animais que são pegajosos. E não vou muito com a cara do passarinho que começa a cantar às três da manhã.


 Já gostei de pessoas e elas já gostaram de mim. Já iludi pessoas para deixar o meu ego de bem com a vida. Sim, eu sei que isso é horrível, mas eu tinha vinte anos e naquela época me achava a rainha da cocada preta. Já fui iludida por pessoas que queriam deixar seus egos de bem com a vida. É, o mundo gira e a gente sempre leva o troco.


Adoro chorar em filmes. E já fiquei me olhando no espelho enquanto chorava. Treinei tanto que hoje posso afirmar que choro bonito. Já passei trote, já apertei na campainha e saí correndo, já enchi de desaforo pessoas que não mereciam.


Detesto perder quando estou jogando cartas ou qualquer outro jogo. E se perco mais de uma vez seguida sinto vontade de parar de jogar. É, eu não sei perder, confesso. Não gosto quando alguém não gosta de mim. Não gosto quando falam mal de mim. Não gosto quando sou criticada. Mas aprendi a lidar com isso, hoje procuro estar com minha consciência tranquila. E entendo perfeitamente que é impossível agradar a todos.


É claro que é bom ser amada. Quem não gosta de um confete e serpentina? Mas prefiro sinceridade. Prefiro que você diga que não gosta de mim do que vir aqui, sorrir um sorriso quase sincero, virar as costas e falar mal.


Nasci pra ser livre, mas preciso saber pra onde voltar. Gosto do meu aconchego, meu porto-seguro, minha paz. E encontro tudo isso na minha família. Descobri que o amor só vem quando a gente começa a curtir a própria companhia, afinal, para se entregar para alguém é preciso saber exatamente quem você é (e ainda assim ser feliz).





Clarissa Correa

20 junho 2012

Quero ser simplesmente eu


Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.


— (Clarissa Corrêa)


Uma  das melhores definições  sobre mim feita por alguém.  (:
É eu sou assim, desse jeitim! ;)

18 junho 2012

Quando vê, já se é feliz!




Eu gosto de quando a felicidade não se anuncia. Ela vai invadindo, chegando sem pedir, tomando conta, deixando o ar leve e contaminando. Desse jeito, não há tempo para sentir medo ou frear. Quando vê, já se é feliz! Sente-se que é feliz. Não se corre o risco de estragá-la antes do momento ou fechar as portas para ela. Ninguém a vê. Ela é invisível demais para os nossos olhos descrentes. Por isso, gosto do jeitinho atrevido dela de chegar sem ser percebida. Gosto de um dia descobrir que aquele sorriso sem motivo, é só a felicidade.

Camila Costa

20 junho 2011

Queria dizer pra vocês todos que,


 pela primeira vez na vida, por pura preguiça de andar pra trás ou aceitar um amor de quem tem medo de esperar pelo amor, eu disse basta (…) Hoje eu acordei nervosa e irritada com a minha vida, aí parei e pensei: chega de se boicotar minha filha, tá na hora de você ser muito feliz.

TATI BERNARDI

06 junho 2011

Eitha marzão!



'Às vezes, dois se encontram no meio de tanta gente chata, feia e sem graça, como duas canoinhas que se cruzam no meio do oceano Atlântico. E tudo isso é tão grande, tão precipitado, tão absurdo, que quase não é real, quase não é amor, quase fica sem nome.'
Gabito Nunes
 
 
Eu to no na minha canoinha sem pressa alguma pra remar.. To só curtindo a vista desse mar lindo e pegando um bronze daqueles. Quem sabe numa hora de distração minha canoinha encontre um barquinho assim também. Agora eu quero mais é curtir o MAR!