De quem voltou... Mas não pra ficar...

Trilha sonora desse momento  


Ele: - Oi, quanto tempo! Será que eu podia entrar? 
Ela: -Oi... Claro, entra. 
Foi o que ela conseguiu falar, enquanto a cabeça reprisava todas as lembranças que ela custou tanto pra esquecer.
Ele: - Você deve estar surpresa com minha visita, assim de repente.
Ela - Sim, meio estranho. 
Ele: - Tentei falar com você algumas vezes, você mudou seu número né?
Ela: - Sim, mudei... Faz alguns anos já. 
(Mudei o meu número, e-mail, perfume, gosto musical, lugares pra frequentar, paladar, amizades...)
Ele: - imaginei que sim. Bom eu queria que você soubesse que apesar de todos esses anos eu nunca te esqueci, e que te deixar foi a pior decisão da minha vida. Queria ter tido coragem de ter dito isso pra você antes, mas não deu.
Ela: Você não sabe o quanto imaginei e desejei esse encontro. Agora que você tá aqui na minha frente, as perguntas, xingamentos e raiva sumiram, que raiva de mim!
Conversaram um pouco sobre tudo, sobre eles, sobre os caminhos que tinham pegado. E sobre principalmente as lembranças do passado. Até que:
Ele: - Se você quisesse a gente podia tentar de novo. O que acha?
Ela: - Não sei, tenho medo de reabrir minhas cicatrizes. Melhor não. Acho melhor deixarmos como tá.
Ele: - Compreendo, posso te dá um abraço pelo menos?
Ela: - tá, um abraço não vai me arrancar pedaços, eu acho.
Eles se abraçaram, primeiramente como dois estranhos, em seguida o abraço foi ficando cada vez mais apertado... Ela derramou algumas lagrimas, aquele abraço fez ela se tele transportar diretamente pro passado. A quem diga que máquina do tempo não existem, mas aquele abraço era uma. O abraço estava quase os sufocando, mas eles se abraçavam cada vez mais forte. Até que por um impulso de lucidez, ela o afastou e pediu pra ele ir embora, já estava tarde... então ele se foi, mais uma vez. 
A companhia tocou, ela correu, mas dessa vez era a pizza pra sua decepção. Recebeu a pizza como se recebe uma má noticia, e entrou. Jogou a pizza em cima da mesa, voltou para verificar se tinha fechado a porta e se deparou com Ele plantado na sua sala.
Ele: - Desculpa, a porta tava aberta. Esqueci uma coisa na sua casa.
Ela: - o quê?
Ele se aproximou, agarrou pela cintura e disse: você! Antes de beijá-la. Ela não resistiu, e se beijaram desesperadamente como se o mundo tivesse acabando e eles não tivessem outra chance. As peças de roupas deles começaram a voar e decorar o apartamento dela. Até que os dois encontraram a cama, se amaram como dois jovens na sua primeira vez, e lembraram o quanto o dois eram bons juntos, no final de tudo ela deitou no abraço dele e adormeceu.
Acordou no meio da madrugada, olhou pro outro lado da cama e viu aquele cara dormindo, aquele que ela tanto amou, mas que hoje mal sabia quem era. Levantou-se, foi na cozinha e começou a comer pizza, mas tava gelada, então colocou no micro-ondas. Agora a pizza estava quente novamente, mas não tinha o mesmo sabor.
Voltou por quarto e percebeu que eles eram como aquela pizza requentada, tinham muito em comum ainda, mas não tinham o mesmo sabor. Vestiu a roupa, esperou ele acordar pra dizê-lo: o quanto foi boa a noite, o quanto foi bom ele ter reaparecido e esclarecidos as coisas e quanto era bom está colocando um ponto final naquela história.

- Desculpa, mais nós passamos do prazo de validade. Quero alguém saindo do forno, com o novo sabor. Com gosto de amor, confiança, respeito, companheirismo, sorrisos sinceros. Algo mais saudável que você, as magoas e as lagrimas que já derramei por sua causa.

Adeus, mudei o número do meu celular e meu paladar também!

Se cuida!


Leia o começo dessa historia aqui!