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07 março 2013

De quem voltou... Mas não pra ficar...

Trilha sonora desse momento  ♪


Ele: - Oi, quanto tempo! Será que eu podia entrar? 
Ela: -Oi... Claro, entra. 
Foi o que ela conseguiu falar, enquanto a cabeça reprisava todas as lembranças que ela custou tanto pra esquecer.
Ele: - Você deve estar surpresa com minha visita, assim de repente.
Ela - Sim, meio estranho. 
Ele: - Tentei falar com você algumas vezes, você mudou seu número né?
Ela: - Sim, mudei... Faz alguns anos já. 
(Mudei o meu número, e-mail, perfume, gosto musical, lugares pra frequentar, paladar, amizades...)
Ele: - imaginei que sim. Bom eu queria que você soubesse que apesar de todos esses anos eu nunca te esqueci, e que te deixar foi a pior decisão da minha vida. Queria ter tido coragem de ter dito isso pra você antes, mas não deu.
Ela: Você não sabe o quanto imaginei e desejei esse encontro. Agora que você tá aqui na minha frente, as perguntas, xingamentos e raiva sumiram, que raiva de mim!
Conversaram um pouco sobre tudo, sobre eles, sobre os caminhos que tinham pegado. E sobre principalmente as lembranças do passado. Até que:
Ele: - Se você quisesse a gente podia tentar de novo. O que acha?
Ela: - Não sei, tenho medo de reabrir minhas cicatrizes. Melhor não. Acho melhor deixarmos como tá.
Ele: - Compreendo, posso te dá um abraço pelo menos?
Ela: - tá, um abraço não vai me arrancar pedaços, eu acho.
Eles se abraçaram, primeiramente como dois estranhos, em seguida o abraço foi ficando cada vez mais apertado... Ela derramou algumas lagrimas, aquele abraço fez ela se tele transportar diretamente pro passado. A quem diga que máquina do tempo não existem, mas aquele abraço era uma. O abraço estava quase os sufocando, mas eles se abraçavam cada vez mais forte. Até que por um impulso de lucidez, ela o afastou e pediu pra ele ir embora, já estava tarde... então ele se foi, mais uma vez. 
A companhia tocou, ela correu, mas dessa vez era a pizza pra sua decepção. Recebeu a pizza como se recebe uma má noticia, e entrou. Jogou a pizza em cima da mesa, voltou para verificar se tinha fechado a porta e se deparou com Ele plantado na sua sala.
Ele: - Desculpa, a porta tava aberta. Esqueci uma coisa na sua casa.
Ela: - o quê?
Ele se aproximou, agarrou pela cintura e disse: você! Antes de beijá-la. Ela não resistiu, e se beijaram desesperadamente como se o mundo tivesse acabando e eles não tivessem outra chance. As peças de roupas deles começaram a voar e decorar o apartamento dela. Até que os dois encontraram a cama, se amaram como dois jovens na sua primeira vez, e lembraram o quanto o dois eram bons juntos, no final de tudo ela deitou no abraço dele e adormeceu.
Acordou no meio da madrugada, olhou pro outro lado da cama e viu aquele cara dormindo, aquele que ela tanto amou, mas que hoje mal sabia quem era. Levantou-se, foi na cozinha e começou a comer pizza, mas tava gelada, então colocou no micro-ondas. Agora a pizza estava quente novamente, mas não tinha o mesmo sabor.
Voltou por quarto e percebeu que eles eram como aquela pizza requentada, tinham muito em comum ainda, mas não tinham o mesmo sabor. Vestiu a roupa, esperou ele acordar pra dizê-lo: o quanto foi boa a noite, o quanto foi bom ele ter reaparecido e esclarecidos as coisas e quanto era bom está colocando um ponto final naquela história.

- Desculpa, mais nós passamos do prazo de validade. Quero alguém saindo do forno, com o novo sabor. Com gosto de amor, confiança, respeito, companheirismo, sorrisos sinceros. Algo mais saudável que você, as magoas e as lagrimas que já derramei por sua causa.

Adeus, mudei o número do meu celular e meu paladar também!

Se cuida!


Leia o começo dessa historia aqui!

06 março 2013

O amor começa

 
Naquele mesmo café engordurado onde outro amor acabara depois de começar em parques de ouro; num começo de noite de domingo de brisa e lua cheia depois de teatro e alegria; na identificação de um sorriso gêmeo, perdido na multidão, quando eles dois desviaram brevemente a atenção de suas rodas e se olharam encontrados. De repente começa o amor, admirado em singelezas e gratidões; na leveza da mútua admissão de humildades e pequenezas; no reconhecerem-se humanos – falíveis, pois – e nada além. No molhado do ombro amigo que consola a perda de outro amor; na vazante das marés ciscando areias; em trocas de telefones depois de batidas de carros; num quarto de motel, pela manhã, quando o pacto do vazio do sexo casual entre amigos começa a deixar de ser cumprido. Numa trombada acidental em uma loja de CDs em Varsóvia, na poesia barulhenta da Feira do Crato, nos recônditos cantos onde a tensão se desfaz em Mianmar, na fila da carne do mercado do Ver-o-Peso, no encontro casual de dois jovens numa boca-de-fumo no Morro dos Macacos. E se inicia o amor como raiva, inveja, até como ódio, para depois irromper em paixões arrebatadoras que, findas, se desfiarão em ternuras. Pulsa o amor no verão, quando ainda não é mais que tesão nas ancas largas que passam rebolando no calçadão de Copacabana e certamente virá a ser a plenitude atlética de trepadas homéricas ainda antes que o refestelo se torne amor entorpecido; mas mais provável que comece na carência do inverno, estação sórdida, de memórias e abraços. Pode o amor começar na empáfia das mulheres empedernidas que nasceram dizendo não; seguro que vá nascer dos rompantes coléricos dos Florentinos Arizas à procura de suas Ferminas Dazas. O amor começa em sorvetes de pistache em terças-feiras tediosas e é bem capaz que saia das sombras como amor-resposta. Na África se inicia como solidariedade; na Ásia, como sabedoria; em Cuba, como resignação. Em qualquer lugar, como entrega, doação. No Brasil o amor poderá começar da saudade. Nascerá de corações dilacerados, daqueles mesmos que o médico sentenciara imprestáveis para o amor. Três goles de cerveja e o amor começa, uma tortinha de morango e o amor começa, duas aleluias e o amor começa. Em hospitais, já perto do fim, entre os que vão e os que ficam, o amor começa. Por qualquer motivo o amor começa; a qualquer hora o amor começa, em qualquer lugar o amor começa. E começa nem que seja para acabar uma vez mais, ainda antes de começar novamente.

02 janeiro 2013

Revirando o baú de recordações encontrei algo que julgava esquecido



Você...
Apenas um tudo...
Apenas meu amor...
Você...
Que me faz falar "eu te amo" repetidas vezes...
Que me faz voar enquanto me beija...
... junto com você.
Você...
Que infinitamente, continuará sendo: "minha pequena".
Embora o tempo passe,
Que tudo mude...
Mesmo que seus sentimentos mudem...
Continuarei aqui...
Dizendo eu amo você!
Por infinitas vezes, até que eu feche os olhos...
E não mais esteja presente.
Tudo isso, é apenas um pedaço de você! O restante, não consigo traduzir em palavras!



Poema feito por uma 'Aspirina' e dedicado a uma 'Pequena' em 2007.




04 novembro 2012

Quero mais e tudo o mais.


Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. ndar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".

17 outubro 2012

Corpo e alma, até o final!


"Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem “E se”. A gente completa o percurso e às vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre a flor da pele. Somos damas, somos dramas, acostumem-se. Mulher não é boneca inflável, só tem quem pode! Levar muitos corpos pra cama é fácil, quero ver aguentar o tranco de conquistar corpo e alma, até o final."



 — Tati Bernardi.  

10 setembro 2012

Se tem uma coisa certa que eu sei fazer é coisa errada




O melhor foco é o que me desfoca inteira. 
Tudo que me tira do prumo me coloca no eixo.
Só me encontro quando me perco, se me mando não me obedeço e desordem é a palavra de ordem da minha vida.
Não adianta, só vira minha cabeça mesmo, quem vira minha vida de cabeça pra baixo. Pra ficar do meu lado tem que me virar do avesso.
Se tem uma coisa certa que eu sei fazer é coisa errada.
Tudo dá certo quando eu erro com vontade.
Porque o melhor tombo do mundo é cair em tentação.

Ela sorriu e pensou: ‘isso começou a ficar divertido.’




Ela era uma garota que não ficava parada enquanto estava em uma festa, se tivesse música ela estava dançando. Ele era um tipo sedutor/cafajeste que sempre estava rodeado de mulheres e bebidas nas festas.
Eles sempre se esbarram nesse tipo de ambiente. Mais nunca se falaram. Ele sempre olhava pra Ela enquanto ela extravasava na pista de dança, Ela sempre percebia os olhares dele, mais nunca correspondia Ela achava Ele 'cafachorro' demais pra isso.
Até que num certo dia eles foram apresentados formalmente por um amigo em comum. Ela pensou: 'Até que ele é um pedaço de mau caminho. ' e Ele sorriu como quem quisesse dizer: 'Você ainda vai ser minha.'
No outro dia por mero acaso ou trapaça do destino eles estavam frente a frente no aniversario do amigo em comum deles. Cumprimentaram-se e seguiram, Ele pra mesa de bebidas reabastecer o copo e Ela foi conversar com alguns amigos.
Naquele dia Ela estava mais quieta do que o de costume e pode perceber que mesmo rodeado de gente e bebida, Ele não perdia uma oportunidade de olha-la.
Então Ela começou a pensar numa possível aproximação. A festa terminou e cada um seguiu seu caminho.
Antes de dormir Ela se lembrou daquele olhar penetrante Dele, como se tivesse vendo através de sua roupa e se duvidar além da sua pele. Onde Ela escondia seus maiores segredos e desejos. Foi dormir imaginando o que seria que ele escondia atrás daquele sorriso e daquele olhar.
Na manhã seguinte Ela entrou na internet para verificar seus e-mails e teve uma surpresa Ele estava convidando Ela pra fazer parte de seus amigos em uma rede social. Ela sorriu e pensou: ‘isso começou a ficar divertido. ’ E aceitou seu convite, mal confirmou a amizade e Ele já estava falando com Ela.
O papo fluía como se os dois fossem ‘amigos’ há anos, Ele sempre soltando suas indiretas e Ela fingindo que não percebia suas investidas.
Numa dessas conversas Ele falou que se sentia como um palhaço, aqueles de picadeiro mesmo. Que se maquiava com sorrisos pra não mostrar o que realmente carregava no peito... Des de então Ela só o chama de Palhaço e quer descobrir o que se esconde atrás de toda aquela maquiagem.
Continua (eu acho)....

Baseado nos meus devaneios. Se você identificar algum trecho do texto não será coincidência.

Diandra Muniz em uma madrugada quente de domingo.

30 agosto 2012

Sou dessas...


De poesias manchadas no guardanapo que interrompem bate-papo de bar. De foto três por quatro morando na carteira. De choro. De olho no olho. De amor à primeira vista. De gostar de abraços largos. De não dá-los. De vontades que explodem e preenchem o caminho de volta para casa. De madrugadas. De planos abertos pelo retrovisor do carro. De baixar a cabeça e fugir para o balcão. Uma cerveja e dois copos! De dedos costurados dentro de uma sala de cinema escura. De nuca. De nunca mais vou beber. De flerte no meio de trombadas. De meias palavras. De tudo escrito. De tudo acabado desta vez. De voltar atrás.De olhar de longe. De fingir que não viu. De mentir que não fuça. De declarações duras. De tapas leves. Que dizem verdades. De acreditar em vou aparecer mais. De não rasgar fotos. De escrever pessoas em uma bexiga de gás e olhar para o céu enquanto elas se apagam de mim. De cair na mesma história. De novo. Do mesmo jeito. De não prevenir nenhum desgosto. De passar a borracha em um número de telefone. De esquecer que passou. De contar que passou. E esquecer também que contou. De ligações no dia seguinte. De ligações perdidas. De propósito. De alôs mais gagos que convites. Ao vivo. De desligar o telefone e deixar o silêncio dialogar. E de atacar as reticências às páginas brancas. De me conhecer só assim, já que sou dessas que gostam de.

29 agosto 2012

Pro futuro eu deixo um espaço em branco


“Depois de perceber que não daria certo, eu passei todos os seus verbos pro passado: gostava, amava, queria. Guardo o presente pra nova paixão que surgir e pro futuro eu deixo um espaço em branco, caso alguém queira completar.”

24 agosto 2012





Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele. Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências. É como viver apenas a possibilidade de algo, mas com a sensação de que ela nunca se estabelecerá. É ficar intranquilo não com o amanhã, mas com os próximos minutos. Quem teme o amor vai embora antes de fazer as pazes com ele. Antes de saber que surpresas ele reservava. Quem teme o amor teme caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido. Está sempre baseado numa repetição do passado. E acha que a vida será como todos aqueles dias idos. Quem teme o amor não vê a pessoa que conheceu não se dá a oportunidade de ser amado de outra forma. Quem teme o amor se envolve é com o drama de todas as feridas que vieram à tona porque ele não se permitiu ficar sozinho e confuso o suficiente para curá-las. Quem teme o amor não aprendeu a pedir ajuda nem a receber a cura do Universo. Ele se acha maior que o amor e não conjuga o verbo. Quem teme o amor consegue ser mais perverso do que quem o magoou.

Quem tem medo do amor, pra se preservar, não se permite delirar lindamente... e perde a parcela mais deliciosa que o amor prometeu....por medo de amar.


Marla de Queiroz 

14 agosto 2012

Ontem mesmo eu tava falando de você


Engraçado, ontem mesmo eu tava falando de você. Falando do 'meu menino' que não era mais nada meu hoje em dia. 
E hoje quando eu menos esperava apareceu na minha rede social 'Seu menino curtiu uma publicação sua...' é você me trouxe saudade e nostalgia com essa curtida. 
Saudade da nossa amizade sincera e inocente. Saudade de afirmarmos de boca cheia que existe sim amizade entre homem e mulher.
Meu menino, que saudade de ser sua irmã mais velha, de te ouvir horas, e tenta contigo resolver suas angustias e dúvidas. 
Esse dias encontrei na minha agenda uma nota, nela tinha escrito que você tinha parado de falar comigo.
Uma lagrima ensaiou escorrer, mais eu não me permiti no meio da aula chorar de saudade.
Queria saber como você está, como tá a vida nova, os planos, as angústias.
Espero do fundo do meu coração que você esteja bem, e que todo dia você tenha motivos pra sorrir bonito. (Achava lindo seu sorriso sincero)

Meu querido amigo, 
sempre peço em oração pra que o dia o Tempo nos reaproxime e nos faça perdoar as magoas. E mesmo que nossa amizade inocente não volte, que pelo menos voltemos a nos falar.

Se cuida Meu Menino!
Te amo porraaaa!  ♥